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ANIMES DE MAFIA: Aquilo é uma metralhadora ?

Oi eu sou a Clara e você está lendo O POST MAIS DEMORADO DO MUNDO!

Passei semanas talvez meses, lutando contra editores de texto e o impulso de passar todas as horas do meu dia jogando RPG. Maaas, EU CONSEGUI! Graças a Mika, a pessoa com uma paciência abençoada pelos deuses, que ajudou esta jovem genin TERRIVELMENTE péssima com tecnologia a vencer essa batalha.

Obrigada Mika-chan

Pensei bastante sobre qual seria o meu primeiro tema, dizem que a primeira impressão é a que conta e eu decidi me apresentar a vocês falando sobre crime organizado. Não sei se foi a opção mais apropriada, mas a Sáh me sugeriu esse tema e é um gênero do qual gosto bastante.

Cada uma dessas histórias foram escolhidas com cuidado e carinho, então se depois que vocês lerem pensarem:

 COMO ASSIM ELA NÃO FALOU DE (insira um anime/mangá aqui)?

Lembrem-se que assim como nas obras que discutiremos aqui, a vida não é justa e os mais fortes sobrevivem ou nesse caso, os meus favoritos.

Mas antes de tudo, vamos entender algumas coisas…

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O que? Quando? E onde?

má.fi.aˈmafjɐ, nome feminino
1. Modelo de organização criminosa de origem siciliana, caracterizada por se reger através de leis rígidas e secretas, pela estrutura hierarquizada e por sua metodologia violenta.

 

Ou também, numa maneira interessante de se colocar:

bsd ranpo icons | Tumblr

má.fi.aˈmafjɐ, nome feminino
1. Crime Organizado na Sicília que, diferente do PCC, Milícia, Política e outras organizações criminosas, não aceita “pé rapados”.

 

Meados do século XIX, sul da Itália, a região da Sicília passou a ser invadida e saqueada por estrangeiros. Cansados de viver nessa situação, os moradores das pequenas cidades do interior passaram então a se organizarem em função de combater essa ameaça e fazer justiça com suas próprias mãos, tendo em mente, o objetivo que seria o pilar da ideologia mafiosa que estava se formando: proteger a família.

Imagens fortes de amor familiar

Essas organizações ganharam força e influência e já no século XX e a palavra máfia, passou então a ser relacionada a tráfico, violência e basicamente qualquer prática ilícita.

Quando se pensa em máfia é muito difícil não cairmos no clichê do Poderoso Chefão, mas o que podemos fazer se Hollywood quis assim, não é mesmo? Aqueles homens imponentes vestindo alfaiataria italiana da melhor qualidade, extremamente elegantes em seus carros caros e metralhadoras reluzentes são simplesmente icônicos demais, fascinantes demais, para que a indústria do entretenimento os deixe passar. 

E claro que nos animes e mangás não seria diferente, afinal de contas, se tem uma coisa que não falta nesse universo otaku são organizações poderosas e desculpas para rivalidades

Sora de Kingdom Hearts e Ciel Phantomhive em seus dias de mafiosos com Gilbert Nightray

A maior parte dos títulos dentro do gênero são classificados como seinen, destinados a um público que busca discussões mais complexas e finais raramente felizes, mas isso obviamente não impede outros nichos de se aventurarem no crime organizado italiano. Arcana Famiglia é um bom exemplo disso, se apropriando da hierarquia, valores e código de honra dos mafiosos para retratar sua própria versão disso, muito menos densa, quase sempre divertida, leve e com superpoderes, o que deixa tudo, em 100% dos casos, muito mais legal.

E falando em super poderes…

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Esquecido e injustiçado, o primeiro de seu nome, o único e glorioso: Katekyo Hitman Reborn!!!

Sério, eu não faço a menor ideia do que aconteceu mas parece que Reborn foi simplesmente apagado da história, NINGUÉM MAIS FALA SOBRE ELE.

Para quem não conhece, Reborn é o Boku no Hero de 2006. 

Escrito e ilustrado pela maravilhosa da Akira Amano, responsável pelo ausência de camisa de Kogami Shinya e todo o resto da arte de Psycho Pass, obra pela qual tenho grande apreço e um horror gigantesco (e sim é por causa da segunda temporada, mas isso é uma história para um outro dia).

Katekyo Hitman Reborn se passa no Japão, onde Sawada Tsunayoshi, um estudante normal, recebe a visita de um bebê mafioso, Reborn, que diz estar ali para treiná-lo, pois ele havia se tornado o herdeiro de uma das maiores famílias da máfia italiana, os Vongola.

Minha parte favorita disso tudo é que a primeira ação de Reborn como mentor de Tsuna é dar um tiro na testa de seu pupilo, que apesar do ferimento claramente fatal, não morre, ao contrário, ele renasce com uma chama laranja queimando em sua testa e uma força de vontade jamais vista antes. 

O garoto é atingido por uma Shinu ki Dan, balas especiais que permitem quem for morto por elas voltar a vida mais forte do que nunca para concluir seus objetivos.

Reborn, depois de alguns tiros, explica, que ele não é apenas herdeiro de uma família da máfia, Tsuna foi escolhido para ser o décimo chefe de uma família de mafiosos mágicos. Que praticam seus crimes munidos com o poder das Shinu ki no Honoo, chamas, como as da testa de Tsuna, invocadas pelos usuários a partir de sua força vital.

Existem sete tipo de chamas: Céu, Tempestade, Chuva, Trovão, Sol, Nuvem e Névoa. Cada uma com sua propriedade e função. As chamas podem ser usadas para energizar objetos, passando suas propriedades para eles, temos desde dinamites, katana e tridentes a chifres de vaca e canapés.

Mafiosos são criativos.

O problema do começo da história é que nada disso é aproveitado, somos apresentados a personagens importantes, mas nada realmente acontece. Depois de alguns capítulos e TRINTA E QUATRO episódios (Eu sei, mas acredite vai valer a pena), finalmente chegamos a parte onde as coisas começam a andar. Tsuna, passou os últimos TRINTA E QUATRO episódios, não apenas sendo humilhado e baleado por seu mentor, como também reunindo aliados, afinal de contas, o núcleo de qualquer história sobre máfia é a família.

Os guardiões Vongola, as seis pessoas mais próximas de chefe da família, que terão como objetivo principal proteger e zelar por seus companheiros, não são exatamente como deveriam ser e essa é a parte mais incrível. 

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O novo chefe da família e seus guardiões mais legais do que ele:

Gokudera Hayato, o homem mais leal a Tsuna, guardião da chama da tempestade, capaz de esconder uma dinamite em qualquer lugar de seu corpo e fazer uma fujoshi escrever uma fanfic a seu respeito em milésimos de segundos.

Yamamoto Takeshi, colega de classe de Tsuna, guardião da chama da Chuva, um espadachim incrivelmente lindo e apaixonado por beisebol. Achava que essa história de máfia era brincadeira de seus amigos e corria perigo com um sorriso no rosto e paz no coração.

Lambo Bovino, sim esse é o nome dele, guardião da chama do Trovão, ainda é uma criança, incrivelmente irritante, mas não tanto quanto nosso protagonista.

Sasagawa Ryohei, guardião da chama do Sol, irmão de Kyoko, garota por quem Tsuna é apaixonado, boxeador e hiperativo, milhões de vezes mais motivado do que qualquer um jamais estará na vida, gosta da palavra extremo.

Hibari Kyoya, também conhecido como o AMOR DA MINHA VIDA, presidente do conselhos estudantil perturbadoramente obcecado por executar sua função, guardião da chama da Nuvem, tem uma força descomunal e um passarinho em seu ombro que canta o hino da escola sempre que possível.

Rokudou Mukuro, sempre tem um que quer causar, guardião da chama da névoa, ilusionista, aparece como antagonista apesar de sempre ter deixado claro que é um vilão. Par romântico do Hibari, não importa se é canon, nós sabemos a verdade.

 

Depois de nos apresentar toda essa galera, finalmente a verdadeira história de KHR começa.

Uma das partes mais interessantes a respeito das famílias mafiosas é a ideia de sucessão, os negócios da família que são passados de geração em geração. Tsuna, por mais incrível que pareça para ele e para nós é o herdeiro dos Vongola, mas ele não é o único! E é essa a parte onde as coisas começam a ficar um pouco mais sicilianas.

OLHA O SPOILEEEEER

Varia, o esquadrão especial de assassinos dos Vongola, aparece da maneira menos sutil possível, desafiando Tsuna e sua família para decidir quem herdará os anéis Vongola, símbolo do chefe da família e seus guardiões. E era tudo o que queríamos, rivalidades e um torneio. 

Somos apresentados a mais personagens incríveis e excêntricos, como Belphegor e Squalo, membros da Varia e liderados pelo homem que na minha opinião carrega a maior carga dramática dentre todos os personagens, me arrisco até a dizer que ele seria mais mafiosos do que todos os milhões de personagens, exceto o Reborn é claro, não se pode competir com o maior Hitman do mundo não é mesmo? 

Existe alguma coisa mais bonita que um grupo de vilões bem vestidos?

Antes de tudo, eu desafio você a encontrar alguém com um senso de moda tão bom quanto o desse homem, antes dos casacos de pele e o visual de rockstar mafioso, Xanxus vivia com a mãe em uma vila bem pobre na Itália, quando sua chama do céu despertou. Sua mãe desesperada o levou ao Nono que mesmo sem nunca ter visto a mulher e a criança, o adotou, o que faz dele herdeiro dos Vongola. Xanxus tem X, o numeral romano para dez, em seu nome, o que ele acredita ser um símbolo de seu destino, ser o Décimo Vongola.

Lidera um esquadrão de assassinos mas poderia estar facilmente num editorial de moda.

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Quando nem o destino é páreo para o protagonismo

O arco da Varia é insano, as lutas são incríveis, conhecemos ainda mais sobre esse universo e a motivação de cada personagem, os nomes dos golpes são MARAVILHOSOS e isso representa, para o anime, uma redenção pelos primeiros episódios, para o mangá é só mais uma afirmação de que Akira-san é incrível e que daqui em diante será só alegria.

A luta final chega, Tsuna e Xanxus lutam e tudo em que consigo pensar em relação a isso é que  o homem que se preparou a vida inteira para herdar de seu pai o legado de sua família e carrega isso na alma precisa agora competir com um colegial que, nas palavras de seu próprio mentor, é um completo inútil. E que até a alguns meses atrás nem sabia o significava Vongola…Como eu disse antes, a vida não é justa, não preciso nem dizer quem foi que venceu e levou o anel do Céu. E também não é necessário debater se o Tsuna é realmente inútil ou não, se você não o conhece, pense que ele é um Midoriya Izuku sem a inteligência e proatividade, pois é, eu sei. 

One DirectionFamília Vongola

Katekyo Hitman Reborn é uma obra INCRÍVEL, extremamente cômica com ação pra dar e vender e que cumpre muito bem seu papel como um divertido, leve, mas não raso battle shounen. Tem os seus pequenos problemas, mas Naruto e One Piece também têm e no fim do dia todo mundo gosta, então dê uma chance a Vongola! 


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Baccano ou “Meninaaaa, deixa eu te contar esse babadoooooo! 

Eu costumo dizer que ler ou assistir as obras de Ryogo Narita me trazem a sensação de que alguém muito entusiasmado está me contando uma fofoca que acabou de acontecer. 

Fofoca essa, que você só entende realmente o que diabos aconteceu algum tempo depois. Narita-san desconhece a palavra linear o que faz das suas histórias além de um ótimo exercício mental, extremamente dinâmicas. Se você conhece Durarara sabe do que estou falando, você não vai entender NADAAAAAAA até o último segundo da história.

Com várias linhas temporais, uma quantidade de personagens quase tão absurda quanto a de Cavaleiros do Zodíaco e absolutamente nenhuma explicação prévia, esse é o estilo de Narita-san e com Baccano não seria diferente.

Ambientado na década de 1930, numa Nova York em meio a Lei Seca, após o grande período de imigração de italianos, somos envolvidos numa briga entre famílias da máfia Camorrista e alquimistas imortais.

Mas também estamos em 1931, onde o Expresso Flying Pussyfoot viaja pela extensa malha ferroviária norte-americana, sob a promessa de “Quem chegar ao fim da viagem ou é sortudo ou não é humano.” Levando, ladrões excêntrico, o líder de uma família da máfia nova iorquina, alguns assassinos profissionais, a esposa de um político importante e um ou outro demônio comedor de gente, no melhor estilo “Seis entraram, quantos vão sair.

Não, não paramos aí, estamos também em 1932, quando um jornal nova iorquino investiga eventos estranhos que vêm acontecendo desde o século XVIII. É claro que em algum momento somos levados para o fim do século XVIII, onde a tripulação do Advenna Avis se envolve com um demônio que lhes promete vida eterna e não precisamos ir muito a fundo para saber que deu tremendamente errado.

Você é jogado de um lado para o outro ao som do bom e velho jazz, é apresentado a centenas de personagens interessantes, peculiares que te deixarão sempre querendo saber um pouquinho mais sobre cada um deles. Exceto o Ladd, ele é péssimo.

Um grande babaca

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Famiglia não é com quem compartilha seu sangue. É com quem compartilha sua luta.

A máfia de Baccano é exatamente como pintam os filmes hollywoodianos: exclusiva, tradicional, composta por aqueles que seguem como uma lei divina os princípios que glorificam a famiglia. Inspirada nas famílias da La Casa Nostra, a vertente ítalo-americana das máfias camorrista e calabresa, fundada pelos imigrantes do final do século XIX, se instalou nos bairros mais carentes de Nova York e com o tempo comandavam a cidade inteira.

Corleone, quem?

Temos em Baccano o clima de tensão entre as famílias da cidade, vinganças para dar e vender, o forte senso de irmandade entre alguns dos personagens, figurinos incríveis (Vide a cena do Firo na Chapelaria), muita violência, ladrões excêntricos, pessoas desaparecidas, cenários belíssimos que transitam das periferias de Nova York para o luxuoso Flying Pussyfoot e é claro o pequeno e quase sutil elemento sobrenatural comum das histórias do Narita.

Sutileza

Tanto em Durarara quanto em Baccano, estamos no meio do caos, são tantas histórias e acontecimentos simultâneos na loucura da cidade grande que ele quase te faz crer que seria totalmente plausível no meio de Tokyo completamente urbanizada, uma criatura mítica irlandesa trabalhar com entregas. Ele insere esse elemento, único, em sua história é o suficiente para tornar tudo dez vezes mais interessante e sem perder a beleza de uma história bizarra de cidade grande que poderia ter acontecido comigo e com você.

Eu sou de São Paulo e pra ser sincera, com tanta gente e tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo aqui não me surpreenderia se, não sei, banshees trabalhassem na 25 de Março ou alguma coisa do tipo.

Me surpreenderia na verdade, se NÃO houvesse nenhuma criatura sobrenatural perdida ali.

Um feito incrível de Baccano é não ter uma das coisas que eu menos gosto na vida, protagonistas. É complicado afirmar quando uma história não tem de fato um protagonista, geralmente o que acontece é uma narrativa que foca em vários personagens, mas no caso das histórias de Narita-san, as coisas são um pouco diferentes. Como no caso de Durarara onde o bairro de Ikebukuro é o verdadeiro protagonista.

Eu sei que o Mikado existe, mas e daí ?

Aqui o foco está nos fatos, na dinâmica deles e em como a história vai pouco a pouco, seguindo uma ordem não cronológica, te mostrando cada um deles na ordem que te fizer ficar o mais surpreso ou mais confuso possível. Não existe um protagonista, mas quase todo mundo ali poderia ser, a começar com Firo Prochainezo, o executivo da família Martillo de Manhattan.

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Talvez seja um spoiler, nada que mude muita coisa mas ainda assim: OLHA O SPOILEEEEEER

Jovem, lindo e imortal Firo protagoniza minha cena favorita de Baccano, que é além de extremamente bela, o ápice na retratação da estrutura cultural da máfia.

A cena mostra Firo, rodeado pelos membros de sua famiglia, de frente para o Don recitando o Juramento de Omerta, o juramento dos humildes. Um voto de silêncio que impede um membro da família de cooperar com a polícia ou delatar qualquer atividade criminosa, Omerta é um código de honra. 

Originou-se e continua a ser comum no sul da Itália entre a Ndrangheta, a maior e mais poderosa família criminosa do mundo e outras como Camorra e a Cosa Nostra, que formam a trindade do crime organizado italiano.

O silêncio é, depois da lealdade à família, o mais importante mandamento mafioso, não existe máfia sem silêncio

É uma ideologia muito entrelaçada a cultura popular daquela região da Itália e vai além de apenas “não dedurar ninguém”. Tem a ver com a honra de ser um homem e a solidariedade entre os membros do submundo. 

Eu não preciso nem dizer que a máfia é extremamente machista, mulheres são proibidas de lidar com os negócios da família e ser homem é a coisa mais importante da vida deles. Se alguém quiser se aprofundar no assunto e ver como vários deles se arrependeram de subestimar essas mulheres, eu recomendo o livro Mulheres da Máfia de Clare Longrigg.

Se nem a art deco, gangters imortais, narrativas malucas e roteiros cheios de mistérios e reviravoltas te convenceram, que tal a dupla de ladrões mais caricatos, possivelmente irritantes, gentis e competentes de todo a América da década de 1930? Esses são Isaac e Miria, no começo são basicamente só o alívio cômico, mas pouco a pouco vão se mostrando serem os melhores personagens da história, principalmente em momentos onde suas vidas correm perigo ou quando estão consolando o coração de uma jovem residente da casa que estão assaltando.


Gangsta: Stand By Me nunca mais vai ser a mesma coisa para você

Sinopse: Alex trabalha como prostituta em Ergastulum nas piores condições possíveis, até que é salva por Worick e Nicolas, uma dupla de Benriya (Faz-Tudo) que passam a viver com ela nas ruas perigosas dessa cidade dominada por quatro grandes famílias da máfia. 

Lembram das famílias grandiosas, dos carros caros, anéis bonitos e casarões imensos? 

Esqueça tudo isso, em Gangsta falamos sobre as pessoas que pagam a conta dessas vidas belas e manchadas com sangue daqueles que não têm dinheiro o suficiente para ser chamado de famiglia.

Despido de luxo e palavras bonitas, carrega em suas lutas brutais e nos relatos cruéis das vidas que passam por Ergastulum, uma sinceridade cristalina.

Nada aqui fica subentendido, você não é poupado de nenhum dos horrores, você vê as lutas empolgantes e vê os resultados, não existe um ângulo mágico que te impeça de ver as vísceras e os corpos mutilados. Mas não é apenas disso que se trata, a mesma transparência está ali, para as coisas belas, para aqueles momentos especiais entre personagens que raramente podemos ver, que muitas vezes são tratados como pouco importantes para a maioria das narrativas e Gangsta é cheio deles. 

É frenético, envolvente e profundamente triste

A história se passa anos depois de uma guerra que deu origem a uma droga chamada Celebre, capaz de alterar os corpos dos soldados e transformá-los em super humanos, algo como um Capitão América, só que menos moralista. O problema é que o Celebre tem efeitos colaterais horrorosos, por exemplo, diminuir sua vida na metade e também passar tudo isso diretamente para seus filhos que são chamados de Koukonshu, Marcados ou Twilight. 

Com o fim da guerra, a população de Koukonshu crescia cada vez mais, eles foram então ranqueados de A a E, de acordo com sua força e são obrigados a carregar uma ‘dog tag’, como as que os oficiais do exército usam para identificar os mortos. Nesse caso são usadas para identificar sua força, quanto mais forte um Koukonshu, mais efeitos colaterais do Celebre e menor sua expectativa de vida, que é chamado de “compensação”.

E isso tudo acontece na cidade de Ergastulum, governada por famílias da máfia que brigam ininterruptamente por território e no meio disso temos nossos protagonista, os Benriya (faz-tudo), que não servem a ninguém, às vezes trabalham para a polícia, muitas vezes para organizações criminosas, o que em Ergastulum é quase sempre a mesma coisa.

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ATENÇÃO: pequenos spoilers!

Chad, o comandante da polícia entrega nas mãos dos Benriya o trabalho de executar a gangue de Barry (um cafetão que tem causado problemas as quatro famílias) e Alex, a prostituta que trabalha para Barry e é agredida de diversas maneiras por ele.

A gangue é aniquilada pelos Benriya. No mesmo cenário Alex ao se deparar com o corpo morto de Barry passa por um furacão de emoções que começam em “Eu não tenho para onde ir”, passam por um ataque de fúria direcionado a Worick e termina com ela mesma disparado seis tiros no cadáver de seu abusador. Os Benriya então ao invés de matá-la, como especificou Chad, levam Alex consigo como, nas palavras de Nicolas, espólio de guerra.

Quando os três aparecem diante do chefe da polícia, o que se segue é uma cena que na minha opinião, é muito boa no mangá mas é INSANA animada. Chad confronta a dupla e os repreende e então com toda elegância possível Nicolas chuta a viatura do delegado com sua força inumana e fala, pela primeira vez no episódio inteiro, deixando, Chad e todos nós apavorados, arrepiados e no meu caso perdidamente apaixonada.

A partir daí Alex passa a viver com a dupla, acompanhar seu dia a dia e se envolver cada vez mais nos perigos do trabalho de Nicolas e Worick, com quem desenvolve relações maravilhosamente complexas.

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Eu não terei medo, enquanto você estiver comigo.

Essa não é uma história que te leva por um enredo linear de acontecimentos mirabolantes. Ela te puxa para dentro dela, deixando você submerso em sua narrativa melancólica, e me atrevo a dizer, serena, para uma história com uma temática como essa. Mas não me entendam mal, não é de nenhuma forma previsível ou pacato, você será surpreendido o tempo todo com a complexidade das relações entre personagens EXTREMAMENTE bem desenvolvidos, e tão envolvente que eu desafio você a ler/assistir sem se apaixonar por pelo menos um deles. 

Podem dizer o que quiserem sobre o anime, mas essa ending da Annabel é um monumento artístico

No entanto, acho que o maior feito desta obra como um todo é fazer de seus longos flashbacks tão interessantes quanto seu enredo principal, nos deixando quase sempre ansiosos para o próximo.

Logo no começo, quando não se sabe absolutamente nada sobre Worick ou Nicolas, ver como eles se tornaram o que são hoje um para outro, nos aprofundar no escuridão de seus passados ao mesmo tempo em que vemos cada um deles se aproximar, de maneiras muito diferentes, de Alex, recém chegada a dinâmica daquela dupla e com suas próprias questões a serem resolvidas, é maravilhoso e como eu disse antes, envolvente. Não tem como escapar, os dramas te levam de um lugar ao outro nos corações desses personagens que achamos que compreendemos, até que o próximo flashback nos mostra um pouco mais. 

E quem imaginaria que é possível fazer flashbacks sem que eles sejam considerados um tipo legalizado de tortura, não é mesmo, NARUTO SHIPPUDEN?


Black Lagoon: Deus não veio hoje, ele está de férias em Las Vegas.

Sinopse: Nos mares asiáticos o barco Black Lagoon e sua tripulação oferecem seus serviços para quem pagar mais, liderados por Dutch, calmo e de poucas palavras, Benny um hacker pacífico, a pistoleira com pouquíssima paciência Revy, e Rock um simples executivo que foi arrastado por acidente para este  submundo decadente e depravado, comandado pelo cartel da Máfia russa, o Hotel Moscou. Entre yakuzas, militares e organizações criminosas do mundo todo, Black Lagoon nos leva ao extremo da expressão “crime organizado”

Se você curte os filmes do Tarantino, ou basicamente qualquer dos clichês de filmes de ação maluca, com personagens caricatos, referências a outros filmes, músicas incríveis, mais ação, um pouco de filosofia niilista, comentários sarcásticos e MUITA AÇÃO MESMO, acho que veio ao lugar certo.

E você achando que o guarda-chuva de Another era perigoso

O mangá foca um pouco menos na carga dramática e nas reflexões filosóficas dos personagens do que o anime, então vamos focar no anime. 

Black Lagoon te leva mais a fundo na podridão e violência da máfia. Aqui já abandonamos toda pompa, elegância e sobrenomes grandiosos das família criminosas. Não temos mais tempo para lágrimas, o tempo corre diferente, qualquer hora é uma boa hora para um tiroteio e ninguém está a salvo.

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Viva com a cabeça baixa para as balas não te atingirem.

 Estamos numa terra sem leis para aqueles que nas palavras da nossa querida Balalaika “Mesmo vivos já foram condenados ao inferno”. Não se fala mais de honra ou valores, ninguém vai beijar o seu anel e te chamar de padrinho, em Roanapur a cidade guardada por Buda, o único deus é o dinheiro.

Entre ex-soldados da URSS, hackers, freiras e falsificadores de dinheiro, temos Rock, que serve como o contraste perfeito da sociedade cheia de valores do que é certo e errado onde vivemos, e toda a verdade sobre a vida que Black Lagoon faz questão de esfregar na sua cara.

Não é exatamente como se fosse uma obra sensível e preocupada em mostrar os horrores de se estar em envolvido com crime organizado, como em “O Irlandês” filme de Martin Scorsese. Não se engane, você não verá aqui nenhum mensagem de  “o crime não vale a pena”, nenhum tipo de redenção, muito menos mensagens esperançosas sobre como apesar de tudo de ruim que viveram e crimes que cometeram essas pessoas no fundo tem bons corações. 

Rock: O que está acontecendo? Eu estou em um filme?
Revy: Não seja ridículo. Isso é mais divertido do que Hollywood jamais será!

Não, não, estamos falando de pessoas perdidas, moral e ética só valeriam alguma coisa para elas se pudessem ser vendidas, lidamos aqui com gente insana e absurdamente violenta.

Uma coisa da qual gosto bastante em Black Lagoon é que temos um ou outro personagem masculino que é relevante aqui ou ali, por exemplo Dutch, ele é um cara legal e tudo mais, mas são as mulheres que brilham aqui

O Hotel Moscou, cartel da máfia russa que basicamente comanda Roanapur, composto por ex-soldados da União Soviética é liderado pela maravilhosa, impiedosa e bastante assustadora Balalaika, não consigo pensar em um único personagem de QUALQUER obra que eu já tenha ali ou assistido que não ficaria pelo menos incomodado de estar na presença dessa mulher. É sério, pense, qualquer um. 

Shenhua, a assassina de aluguel, a freira traficante de armas Eda ou Roberta, a empregada completamente desequilibrada, nenhuma delas deixa nada a desejar no quesito “Sangue para todos os lados!”

E é claro que Revy, dona do mundo e a protagonista da história, também não é diferente. Apelidada de Two Hands, por sua habilidade de explodir crânios com ambas as mãos. Rebecca é uma pessoa com quem me identifico bastante e tirando seu amor por atirar em pessoas e o tabagismo, temos muitas coisas em comum!

Como a sua delicadeza e todo o bom humor, por exemplo

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Uma história terrível, mas apropriada para o nosso mundo

Revy, em seu discurso icônico durante o arco dos nazistas na primeira temporada, ilustra uma característica de Black Lagoon que me fascina, o véu de niilismo existencial que cobre toda a história

Como eu disse antes, a psique dos personagens não é uma parte que tem tanto destaque no enredo e nem é esse o objetivo, mas fica claro por trás de todas as cenas frenéticas e bem ritmadas de ação o que se passa no interior de cada uma daquelas pessoas. Todos aqueles personagens sanguinários e degenerados trazem em suas atitudes e dizeres um misto bem esquisito de liberdade e aceitação.

Nesse mesmo discurso, Revy diz que pessoas como ela vivem no limite, um pensamento que é quase uma resposta para todo o clima de ausência de significado e abandono de valores que a série trás, uma reação a todo o vazio e insignificância com a qual esses personagens constantemente se deparam. Para mim sempre pareceu mais que as pessoas como a Revy, na verdade, já ultrapassaram esse limite. Estão além da salvação ou qualquer tipo de redenção, não é como se buscassem isso de alguma maneira, é mais como se fosse uma verdade que todos ali compartilham e nunca falam a respeito, não é necessário, não faz nenhuma diferença e ninguém pode fazer nada a respeito. E esse é o ponto.

Todos os horrores que são possíveis e impossíveis de serem vividos preenchem as histórias de vidas desses personagens, mas você jamais os verá lamentando ou demonstrando qualquer sinal de mágoa, remorso ou tristeza em relação a isso. Essas coisas são para pessoas que ainda têm algo a perder, para vidas onde uma dor a mais ou a menos faz alguma diferença. Não é como se as pessoas em Black Lagoon saíssem cantando e dançando logo depois de sofrerem coisas horríveis, é apenas que, o que podemos fazer sobre isso? Exatamente, nada.

O mundo é assim, é horrível para uns, bons para quem tem dinheiro, as pessoas passam por coisas e a culpa não é de ninguém, não temos um vilão monstruoso em quem podemos depositar a culpa de todas essas dores e pecados, não é culpa de ninguém, não existe Deus, herói, poder da amizade ou bem maior que vá salvar algumas  dessas pessoas, a vida é assim, não tem nada que possa ser feito. E essa é a verdade, que todo mundo menos o Rock sabe.

Essa é a cena mais intensa, romântica, e intimista que eu já vi em toda a minha vida

Você pode aproveitar Black Lagoon pensando apenas nas armas e nas manobras absurdas que Dutch faz com aquele torpedeiro, pode curtir as cenas de luta que dariam ótimos AMV com músicas do Linkin Park, a trilha sonora maravilhosa, a arte belíssima do mangá e o ritmo divertido da narrativa. Ou pode assim como eu, pensar em como todas aquelas pessoas chegaram até ali, nas críticas à hipocrisia e podridão de nossa sociedade e até nos poucos momentos dramáticos e amargos a respeito dos sentimentos desses personagens. Seja qual for o caminho que escolher, saiba que em Roanapur ou na vida real, só existe uma verdade: todo mundo tem medo da Balalaika.

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SIM, EU SEI!

Eu não falei de Banana Fish, ninguém é perfeito.

Maaaas de qualquer forma, espero que vocês tenham se divertido lendo, tanto quanto eu me diverti escrevendo. Tentei fazer com que essa lista fosse o mais variada possível, com títulos que mostrassem perspectivas diferentes a respeito de nossos colegas mafiosos. Precisei resistir fortemente a tentação de encher isso aqui com um monte de seinen sombrio e sanguinário.

Então…Me digam o que acharam!

Vamos conversar, estou ansiosa para conhecer vocês.

A gente se vê por aí.

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“Por aí” pode sempre ser no Instagram: @shiritoriblog MANDEM MENSAGENS!!!

17 comentários em “ANIMES DE MAFIA: Aquilo é uma metralhadora ?”

    1. SOCORRO EU PRECISO MUITO VER ISSO!!!

      Se rolar manda pra gente pelo amor de Deus, por e-mail, no Twitter, no Insta, por telepatia, amamos fanart ❤

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      1. Calma que ainda nem terminei minha versão do Kota-chan kkkk
        Desenho a um bom tempo, mas existem alguns materiais q demoram um pouco (PRINCIPALMENTE SE VC QUISER MUDAR O DESENHO COMPLETAMENTE A CADA 15 SEGUNDOS) Kkkkk
        Até agora foram 7 rascunhos, uma idéia pra one-shot (o encontro de sah e mih com kota-chan, e eu tentei, JURO QUE TENTEI)

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  1. DEMOREI MAS FINALMENTE LI INTEIRINHO MUAHAHAHAHAHA
    Tenho que admitir que ainda não vi NENHUM dos animes da lista (embora já tenha tentado começar alguns). Vou ter que esperar o momento certo, mas pelo menos a vontade de assistir já veio só de ler o post (especialmente Baccano e Gangsta).

    Ah, e PARABÉNS PELA ESTREIA!!!!! Demorou, mas um post dessa magnitude e com tanto conteúdo valeu esperar cada minuto ❤

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    1. XÍCARA SUA LINDA, QUE BOM QUE GOSTOU! Fico lisonjeada ❤

      Baccano é a sua cara acho que vc vai curtir. Agora Gangsta, não existe "não gostar de Gangsta" é amor imediato kkkkkk

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  2. Eu simplesmente amo animes sobre magia e Katekyo Hitman reborn tem um espaço especial no meu coração, eu quero assistir baccano e talvez Black lagoon gostei muito do seu poste ele é imenso, mas dá pra ver que você se esforçou nele ficou muito bom pra você ter noção eu entrei aqui procurando um post antigo que já havia lido vi que tinha uns posts novos falei pra mim mesma, talvez depois eu dê uma olhada mas ai eu vi Katekyo Hitman reborn e falei eu preciso ler isso. Eu tinha uma coisa importante pra fazer então não pude ler de imediato depois esqueci e fui dormir foi aí que então no meio da noite as duas e pouca da manhã eu lembrei daquele post com Katekyo Hitman reborn na capa e falei. EU NECESSITO LER AQUILO! E cá estou eu espero ver mais post seus no futuro ate.

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    1. AAAAAAH morri de amor com o seu comentário ❤

      Mais uma fã de Reborn! Vamos nos unir, somos uma espécie em extinção e…DE UMA CHANCE PARA BLACK LAGOON! Não vai se arrepender, depois que conhecer a Revy nem vai conseguir mais largar kkkkkk

      Trarei muitos posts aqui ainda, não tão demorados e com temas cada vez mais aleatórios!

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  3. Eu levei mais tempo de que eu esperava para ler esse post, mas posso dizer uma coisa: ISSO ESTÁ INCRÍVEL. Sério, eu nunca liguei tanto para animes de máfia (não tenho motivo específico, só nunca cheguei a ver nenhum), mas caramba, você conseguiu me dar vontade de ver cada um deles, especialmente Black Lagoon, eu gosto muito de animes que me passam essa sensação de desesperança e esse é mais um que entra na minha lista.
    A partir de agora te declaro Mestra dos Animes de Máfia, e ninguém me provará do contrário u-u.
    Mais uma vez, isso aqui ficou incrível, vou esperar ansiosamente pelos próximos *-*

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    1. QUE BOM QUE GOSTOU DEKINHO! Nós chegamos arrasando.

      Se estiver em busca de desesperança de uma chance a Gangsta também, VALE CADA SEGUNDO T-T

      “Mestra dos Animes de Máfia” Gosto como soa, a partir de agora quero que você me comprimente beijado meu anel.

      Curtido por 2 pessoas

      1. Ok, irei me lembrar desse nome… (Desculpa pela frase de efeito do nada, meu pseudo chuunibyou atacou pesado hoje).

        Beijar o anel eu não sei, mas pode ter certeza de que vou forçar esse título até ele pegar, posso ser bem persuasivo em alguns momentos kkkkkkkkkkkk

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        1. Não é mais fácil chamá-la de “Chefe da Máfia” ou simplesmente “Mafiosa”?
          Para dar um nome chuunibyou complexo precisamos exagerar mais um pouquinho….
          Tipo:
          “MAGNÍFICA PERITA DA CRIMINALIDADE, CONHECEDORA DE TODAS AS ARTES SANGRENTAS E POLÍTICAS, MAFIOSA DIGNA DE TODO O RESPEITO QUE NÓS MEROS MORTAIS PODERÍAMOS DAR”

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          1. Essa é uma ótima ideia *-*
            Acho que colocar um “2D” ou algo assim ia dar um ar bem único para esses títulos que você inventou, como “Chefe da Máfia 2D” ou “Mafiosa 2D” (Como inventar títulos e nomes pode ser algo tão divertido?! Eu conseguiria passar horas e horas fazendo isso kkkkkkkkkkk)

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            1. Realmente seria uma boa! Acho q deve ser divertido inventar títulos por simplesmente estimular a criatividade de uma forma mto tosca e engraçada ao msm Kkkk
              Mas citar “2D” me deu mais uma ideia pra fanart…

              Curtido por 3 pessoas

  4. Sempre resumi Reborn na minha cabeça como “O anime da plot maluca” Pq poha kkkk um bebê mafioso com uma voz engraçada é foda hasudhsaudhas de onde dxiabo tiraram essa ideia mds? kkkk já tentei 2x e tenho outra amiga (a Inubari – sim o “bari” por causa do carinha de reborn e sim foi eu que apelidei ela assim pq sou dessas msm) que é loka de paixão por esse anime e já vivia me pedindo pra ver ou ler. Quem sabe na terceira num pega no tranco e vai né? Pelo menos agora eu sei que tenho que superar TRINTA E QUATRO episódios..

    Baccano parece uma loucura kkkkk eu vou assistir só pela curiosidade de saber o que diabos tem haver uma coisa com a outra entre esses elementos todos que vc mencionou. E tem Jazz, provavelmente valerá a pena. Sem falar que esse negocio de não ter protagonista me deixou curiosa!!!

    GANGSTA! Já vi! Amo! O Worick principalmente! Mas é do Nic a cena mais foda, aquela do carro da polícia! Eu li toda a parte de Gangsta esperando ver se vc comentaria dela! Não decepcionou, claro u.u E SIM AQUELA ENDING É MARAVILHOSA!

    Black Lagon sempre esteve na minha lista mas eu nunca dei bola pra ele, agora fiquei curiosa para ver e quem sabe ele não tenha subido algumas posições no meu ranking mental sobre o que assistir depois hein.

    PARABÉNS PELA ESTREIA CLARA!! Adorei sua forma de apresentar/indicar as coisas e as cores *-*

    Só vou dizer que logo logo estarei roubando seu lugar de dona do “post mais demorado do mundo” pq aquele lá das OSTs tá quase ganhando desse kkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

    1. MIKAAAA, não teria conseguido sem vc, muito obrigada ❤

      O anime de Reborn vale (apesar dos TRINTA E QUATRO episódios) pela trilha sonora, mas se fosse você começaria pelo mangá. E se for assistir algum deles, começa por Black Lagoon pra vc conhecer a soberana da minha vida.

      Eu tenho fé nos posts das OST, vai ser O MELHOR DE TODOS KKKKKK

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