Indicação - música

Recomendação musical: Melhores álbuns de artistas japoneses (na humilde opinião da Xícara)

Eaê povo, tudo em riba?

Xícara tá de férias, minha gente.

Eu disse que ia sumir por um tempo depois da entrevista da Kusanagi, então cá estou eu anos meses depois. Até agora parece que deu tudo certo na minha vida pessoal de xícara, então vou aproveitar pra escrever antes que, sei lá, as coisas explodam sem querer. Na verdade eu já tava preparando esse post faz algum tempo, mas só tive tempo de acabar agora.

Hoje eu trago uma ideia copiada emprestada do post da Mih, que é a de recomendações de artistas japoneses sem entrar muito em detalhes técnicos, só deixando claro que eu gosto deles.

Mas, pra não ficar idêntico cuspido e escarrado, eu fiz de outro jeito: em vez de recomendar artistas em geral, trouxe pra vocês recomendações de álbuns. Não sei por quê, mas eu gosto de ouvir álbuns inteiros do começo ao fim do jeito que eles foram organizados. Acho que eu sempre esperei encontrar um sentido especial na forma como as músicas foram dispostas. Ou é só esquisitice minha mesmo.

Os álbuns que eu trouxe aqui são, especificamente, aqueles em que eu gosto no geral de todas as músicas, não só uma ou duas. Tenho minhas favoritas em cada um, claro, mas o que eu gosto principalmente é o sentimento geral do álbum inteiro.

(Lembrando também que eu tô usando a palavra “álbum” porque hoje em dia ninguém mais compra CD direito; mas se me perguntarem se eu prefiro usar a palavra “CD”, ou ainda o bom e velho “disco”: sim, prefiro.)

Esse post vai ser dividido em três partes:

  1. Recomendações principais dos meus álbuns favoritos que estão disponíveis no Spotify (que grazadeus tá aumentando a biblioteca de artistas japoneses; deve ter mudado alguma coisa na lei de copyright recentemente, porque a coisa simplesmente deu um boom);
  2. Álbuns que eu adoro mas que não estão no Spotify, então você vai ter que gastar dinheiro com eles ou dar uma caçada no meio dos sites russos ilegais cheios de adbait (não vou entrar em detalhes mas lembrem-se que adblock e antivírus existem);
  3. Menções honrosas: álbuns que eu nem gosto tanto assim, mas acho que vale a pena ouvir; podem estar no Spotify ou não.

Lembre-se: gosto musical é arbitrário. No final isso aqui são as músicas que eu ouço e nada mais. Nada mais é do que a seleção pessoal da Xícara. Aliás, também não sei classificar gênero musical. Vou chamar umas coisas de rock, outras de pop e outras de “coisa aleatória tirada do mundo das fadas do mal”, mas não levem muito a sério e esperem coisas completamente opostas. Eu não sei do que eu tô falando.

Tentei manter a média de um álbum por artista, mas você vão ver que isso nem sempre deu certo (ops rs). São todos álbuns relativamente recentes; acho que não tem nada de antes do século XXI.

Comecei esse post pensando só em citar artistas com contrato em gravadora, mas aí lembrei que não ouço tantos álbuns de utaites assim pra fazer um post separado só pra eles, e acabei colocando todos aqui. Dependendo do meu humor, quem sabe faço algum outro post com álbuns de vocaloid etc, ou ainda alguns formatos mais estranhos, como singles ou soundtracks. (Nota que achei necessária: utaites são cantores que começaram a carreira na internet – YouTube ou NicoNico Douga etc -, especialmente fazendo covers de músicas de Vocaloid. A medida que vão ficando famosos, eles também vão assinando contrato e lançando músicas próprias.)

PARTE 1 – Álbuns favoritos & disponíveis no Spotify

Fixion – The Oral Cigarettes (2016)

Começo a lista com um álbum bem homogêneo, pra dizer o mínimo. Mesmo gostando muito do The Oral Cigarettes, eu tenho que admitir que as músicas deles soam mais ou menos iguais. Se isso é consistência ou falta de criatividade, eu deixo pra cada um decidir. De qualquer forma, o álbum deles que mais funciona, na minha opinião, é Fixion, que eu conheci obviamente por causa da música de Noragami Aragoto, “Kyouran Hey Kids!!”. Apesar disso, essa não é minha música favorita do disco, mas “Kantan na Koto”, que na verdade tem uma letra um tanto pesada. Bom, eu sou meio preguiçosa pra sair caçando tradução de letra de música (não devia mas sou), então minha opinião nesse sentido não vai dar em muita coisa. É um álbum que eu recomendo quando quiserem ouvir um rock com bastante guitarra e refrões fáceis de decorar (mas eu não consigo cantar junto de qualquer jeito porque não consigo fazer agudo fodase).

PLAY – Masaki Suda (2018)

Tá, o Masaki Suda é ator mas ele canta também. Apesar de não esperar muita coisa desse álbum no começo, até que ele ganhou um cantinho no meu coração. A primeira música, “Sayonara Elegy”, ainda reaparece de vez em quando em umas top charts que claramente não acompanho. Não tenho nenhuma música favorita específica, mas aproveito pra lembrar que esse álbum também inclui “Haiiro to Ao”, que é a música que ele canta junto com o Kenshi Yonezu. E que é boa pra c*. Enfim, espere um pop normal mas simpático. (Aparentemente o Masaki Suda vai aparecer no Kouhaku Uta Gassen de 2019, então aproveita pra ir conhecendo o sujeito antes.)

Shin Sekai – Hello Sleepwalkers (2017)

Em teoria esse é um mini-álbum, não um álbum completo. Em teoria, eu também não consigo ouvir nada do Hello Sleepwalkers que não seja “Goya no Machiawase” (abertura de Noragami) ou esse disco. Ou a qualidade dele é superior, ou as músicas são mais grudentas que nos outros álbuns. Enfim, rock. Bastante guitarra.

Vocalo Zanmai – Wagakki Band (2014)

Fiquei em dúvida se deveria considerar esse álbum como um álbum de Vocaloid ou de utaites. É sim uma compilação de covers de Vocaloid, mas não só isso.

Como o próprio nome já diz, a Wagakki Band combina rock e instrumentos modernos com instrumentos tradicionais japoneses (os wagakki), então os covers deles são sempre algo a mais do que um cover normal. Confesso que não me dou muito bem com as músicas originais deles, mas os covers são impecáveis. Some-se isso à voz com vibrato quase constante da Yuuko Suzuhana e o jeito chamativo como todo mundo se veste (dá uma olhada nos vídeos de “Senbonzakura” e “Rokuchounen to Ichiya Monogatari” pra você ter uma ideia; estilo é tudo, meus amigos), e temos um dos melhores álbuns de cover de Vocaloid que eu já vi. Se você algum dia já quis ouvir Vocaloid sendo tocado com koto e shamisen, então é disso aqui que você precisa.

(Obs.: esse álbum tem duas versões no Spotify, mas a única coisa que varia são os títulos das músicas, que em um estão em japonês e no outro são romanizados.)

Σ [Sigma] – REOL (2016)

Nota: Aqui eu estou falando da REOL, não da Reol. Entendeu? Não?

Resumo: a Reol (utaite, cantora e que sempre faz letras de música pro Giga) se juntou com o Giga-P (produtor de vocaloid, deus dos Kagamine e que sempre faz coisa com a Reol) e a Okiku (que faz os vídeos deles) pra formar a REOL, uma unidade com contrato na TOY’S FACTORY. O resultado foi um combo profetizado pelos céus, mas que infelizmente só lançou um álbum e um E.P. antes de se separar por “diferenças musicais” e cada um continuar com carreira solo (mas os três ainda fazem coisa juntos toda hora). Por mais que eu respeite a Reol como cantora, tenho que trazer a verdade dura de que a Reol sem o Giga não presta (e o contrário provavelmente também é verdade), e eu não consigo ouvir praticamente nada do que ela lançou sozinha. Mas esse álbum que eles lançaram no seu curto tempo de REOL, meus amigos ESSE ÁLBUM é ótimo. Já ouvi tanto que enjoei. Acho que dá pra chamar de música eletrônica? Pop? Enfim. Minhas favoritas são “Yoiyoi kokon”, “VIP KID” e “Lunatic”, mas isso é só detalhe. Na verdade eu não gosto de “Chiruchiru”, mas ela sempre fica grudada na minha cabeça de um jeito insistente então eu já até comecei a gostar.

Turaida – Akiko Shikata (2013)

(Esse álbum vocês vão ter que me desculpar: quando eu comecei a escrever esse post, tenho CERTEZA que ele estava no Spotify, mas agora tudo da Akiko Shikata simplesmente sumiu. Vou deixar aqui caso volte, mas não garanto nada.)

Quando eu tava falando da música do mundo das fadas do mal, eu tava falando da Akiko Shikata. No começo eu não sabia exatamente como classificar o que ela faz, mas aí descobri que existe um termo pra isso mais ou menos, que é “World Music”; é aquele tipo de música que tem influência de estilos tradicionais de vários países. Turaida é um bom exemplo no caso dela, apesar de não ser o meu favorito. Queria na verdade escolher Wokashi, que tem um estilo muito mais japonês (youkais inclusos), mas infelizmente ele não está no Spotify, então ouçam esse por enquanto. Garanto que também é bom.

Embora isso seja só informação extra, a Akiko Shikata também é conhecida pelas suas trilhas sonoras e músicas temas de animes e videogames; alguns que têm o dedo dela no meio são: Tales of Symphonia, Ar Tonelico, Umineko no Naku Koro ni, as visual novels da HaccaWorks* (Hanakisou e Akaya Akashiya Ayakashino) e nada menos do que Touken Ranbu (ela faz alguns daqueles temas de personagens que você pode trocar por itens e colocar pra tocar na tela principal do jogo). Para os leitores assíduos deste blog que vos fala, talvez a música dela mais fácil de reconhecer seja “Akatsuki” (que infelizmente não está nesse álbum e nem em nenhum outro; ela só saiu em single), segundo tema de encerramento da nossa religião Akatsuki no Yona. Consegui chamar sua atenção?

Chasing the Horizon – MAN WITH A MISSION (2018)

Conheci o MAN WITH A MISSION com a primeira abertura de Golden Kamuy, “Winding Road” (e com vocês, mais um dia de “Xícara sutilmente tentando fazer o povo ver Golden Kamuy”). Daí fui ouvir o álbum inteiro e fiquei maravilhada. Também é uma banda bem consistente (e de novo, você decide se isso é elogio ou não), mas pra mim isso só faz esse álbum ficar ainda melhor. Não consigo ouvir muito das músicas mais antigas deles, mas as mais recentes achei muito boas.

Esse álbum tem inclusive a particularidade de ter muitas músicas-tema. Além da abertura de Golden Kamuy, temos também as de de Inuyashiki (anime e live action), Fukumenkei Noise (o live action) e de uma comédia chamada Shinjuku Swan II. Talvez por isso ele tenha várias músicas marcantes. Além da própria “Winding Road”, gosto também de “Dead End in Tokyo” e “Dog Days”, mas esse é realmente um álbum em que eu gosto muito de TODAS. Então se alguém perguntar: sim, eu gosto da banda dos cara com a máscara de lobo.

Me No Do Karate. – [ALEXANDROS] (2013)

(Eu não botei colchetes porque eu quis; o nome da banda é esse mesmo.)

Com vocês, a banda que eu só comecei a ouvir por causa do live-action de Bleach. Pra falar a verdade, é o único álbum deles que eu consigo ouvir, fora o single de Mosquito Bite. Vai entender.

Pra vocês não ficarem perdidos: quando esse álbum foi lançado, o nome da banda ainda era [Champagne]. Mas tá tudo como [ALEXANDROS] no Spotify, então eu deixei assim.

Descrição? Ehhh… rock? Tá bom assim. Ouçam “Kick & Spin”, obrigada pela atenção.

Shiawase na Otona – Yoh Kamiyama (2019)

Aqui eu tô copiando e não vou nem tentar esconder. Conheci o Yoh Kamiyama metade pelas recomendações do YouTube, metade pelo post da Mih, e não tenho muito mais a falar do que o que ela já elogiou. Esse é o primeiro álbum de compilação das músicas dele, e o que eu posso dizer é que ficou muito bom. Update: Agora que o Spotify fez o favor de adicionar esse álbum também, pude finalmente mover ele pra essa parte do post.

Japonism – ARASHI (2015)

“Xícara que isso kkkkkkkk cê tá recomendando boy band japonesa, tô lendo certo??????”

Não me julgue.

Na verdade eu não ouço muito boy band. Arashi é o máximo desse gênero que eu consegui me interessar, e mesmo deles têm muito poucos álbuns que eu gosto; este em específico eu considero uma exceção a todas as regras que eu conheço porque ele surpreendentemente é muito bom. Assim como diz o título, tem muitos temas estéticos “tradicionais” japoneses, desde as letras das músicas até as melodias e instrumentos. Além disso, algumas das músicas são solos de cada um dos membros (não tem só aqueles corinhos eternos como a maioria das boy bands), e essas eu considero excepcionais.

Como é um álbum bem longo, tenho várias músicas favoritas, mas posso citar principalmente “Akatsuki” (o solo do Ohno), “Rolling Days” (o solo do Sakurai) e “Mikazuki”. Lembre-se de que ele tem dois discos, então é bem mais longo do que se espera a princípio. Infelizmente, no Spotify só estão disponíveis os singles da banda, não os álbuns inteiros; mas pelo menos assim vocês podem ir ouvindo a primeira música, “Sakura”, e vendo se vale a pena ou não (essa não é a melhor do álbum mas eu até gosto e considero decente). Update: colocaram esse álbum e os outros no Spotify, isso é o que eu chamo de evolução.

Diorama – Kenshi Yonezu (2012)

DioramaVoltamos para outra edição do “na verdade esse não é meu álbum favorito dele, mas é o que tem no Spotify” (pô Spotify me ajuda aí) (update: colocaram Yankee, aleluia; vide abaixo). O meu favorito é Yankee, com toda a certeza, mas quem leu meu post exclusivo só sobre o Yonezu sabe o quanto eu idolatro o homem, então qualquer coisa dele é 100% recomendável.

Diorama, em específico, me leva nostalgicamente de volta pra época em que eu tinha acabado de descobrir o Yonezu, ele não era tão famoso assim e as músicas dele não eram tão fáceis de digerir – sério, compara com o mais recente BOOTLEG, dá pra perceber perfeitamente que o estilo mudou muito nesse meio tempo. Dá a impressão que ele era mais irônico naquela época, talvez também mais melancólico. Mas esse não é um álbum melancólico de jeito nenhum! Só digo que o mergulho na cabeça do Yonezu de 2012 vai ser uma viagem e tanto pra quem tá acostumado só com o Yonezu-pós-fama-Peace-Sign-e-Lemon.

Yankee – Kenshi Yonezu (2014)

Tenho certeza que o Yonezu/Spotify/UNIVERSO só não adiciona esse álbum pra rir da minha cara (na verdade ele está lá, mas não é acessível fora do Japão).

UPDATE: HABEMUS YANKEE

Nele temos desde músicas nonsense como “MAD HEAD LOVE” e meio infestadas de youkai como “Hyakki Yakou” até a balada romântica destruidora de corações “Eine Kleine” e a purificadora de almas “Santa Maria”. Apesar de eu gostar de basicamente todas, a minha favorita ainda é “Melancholy Kitchen”. E não esquecendo que a última faixa é um auto-cover de “Donut Hole”, que muitos devem conhecer como uma das músicas de Vocaloid do Yonezu. Realmente esse homem sabe agradar.

Butterflies – Bump of Chicken (2016)

Realmente me surpreendi um bocado quando descobri que tinha Bump no Spotify, mas foi uma surpresa no bom sentido. Fãs de longa data podem me acusar de não ser tão fã assim, e eu admito que ainda tem muito que eu preciso ouvir deles e não é sempre que eu estou no humor pra isso. Mas esse álbum de algum jeito entrou bem mais fácil, talvez por ter algumas músicas mais famosas (mas que eu na verdade não conhecia): “Hello,world!” (de Kekkai Sensen), “Colony” (do live-action de Parasyte) e “Fighter” (de Sangatsu no Lion). Além dessas, a minha favorita é “Parade”.

Apesar de realmente não ser a maior fã por aí, eu sempre fico feliz quando ouço as músicas deles. Não que sejam músicas necessariamente felizes; o sentimento é de que ainda existem coisas boas nesse mundo (mais no sentido de bondade que no de música boa). Acho que é a melhor descrição que eu posso fazer.

Eye e Lip – SEKAI NO OWARI (2019)

sekaowa eye lip capas

SEKAI NO OWARI pra mim é o começo e o fim de tudo. Em resumo, é por culpa deles que eu comecei a ouvir música em japonês, e eu sempre volto pra eles em algum ponto.

Introduções poéticas à parte, falta eu explicar duas coisas. Primeira: meu álbum favorito deles na verdade é Entertainment, mas esse não tá no Spotify (pelo menos não inteiro). Segunda: escolhi dois álbuns pra eles porque considero esses dois álbuns como um só. 

Contexto: depois de Tree, em 2015, o Sekaowa ficou quatro anos sem lançar álbum nenhum, consequência de fazer turnê e de praticamente todos os membros da banda estarem se casando e tendo filhos etc. Quando finalmente lançaram alguma coisa em 2019, saíram esses dois álbuns ao mesmo tempo, e por isso eu sempre escuto os dois juntos.

Depois de uma espera de quatro anos, confesso que eu fiquei com um certo medo do que ia aparecer; principalmente levando em conta o fato de que quase todos os singles que saíram nesse período de hiato eram temas de anime ou filmes, e que não tinham exatamente a mesma força dos álbuns anteriores. Por sorte, eu estava errada. Esses filhos da p* conseguiram manter a qualidade da música sem ficarem repetitivos ou desviarem demais do estilo da banda; como eles alcançaram esse feito eu não sei até hoje. Ajuda o fato de eles não terem exatamente um estilo definido, variando de músicas quase infantis e alegres a baladas românticas, pop e até música eletrônica. O outro ponto alto deles são as letras, que eu acho poéticas e inteligentes demais, além de terem temas muito criativos (oi pessoas que sempre fazem música romântica com rima pobre, sekaowa manda beijos); meu sonho é traduzir algumas, mas eu sinto que ainda não tenho esse nível de entendimento literário (ou tempo na vida huahsuahsuhs *chorando por dentro*).

Enfim, mesmo que você não entenda nada (eu também não entendia quando comecei a ouvir), eu juro que vale a pena mesmo que só pela melodia. Esse texto já ficou grande demais então vai ouvir logo:

PARTE 2 – Álbuns favoritos que NÃO estão no Spotify

INCEPTION – Fo’xTails (2016)

Pra acabar com a minha alegria, o Fo’xTails (além de ter um nome difícil pra c* de digitar) é uma daquelas bandas que lançou um álbum só, fez umas aberturas de anime e depois se separou. Mas eu não reclamo tanto, já que eles conseguiram deixar pelo menos esse álbum, que é uma mistura de rock, gritaria e até uma pitada de eletrônico. Não consigo descrever, mas tanto faz. A minha favorita é “Lost Tonight”, e pra falar a verdade eu não consigo me lembrar individualmente da maioria das outras; esse é realmente um daqueles casos que eu só ouço o álbum inteiro e gosto do sentimento geral.

Wokashi – Akiko Shikata (2015)

Agora que estou na parte do post que não me limita pela disponibilidade do Spotify, vou começar a resgatar todos aqueles que eu queria ter falado na primeira parte e não falei porque as leis de copyright do Japão me odeiam. Começando por Wokashi, da Akiko Shikata, que são as músicas mais “youkai” que vocês vão encontrar por aí. Se eu fosse descrever esse álbum em uma palavra, diria que nele a Akiko Shikata deixou de lado o mundo das fadas do mal e ficou só nos youkai. Em resumo, são músicas mais “tipicamente japonesas”, e com um pé no tradicional/sobrenatural. Isso não quer dizer que todas as músicas sejam sombrias; por exemplo a minha favorita, “Kachou Fuugetsu”, é bem alegre (e gruda na cabeça que nem cola de etiqueta velha que não sai mesmo depois que você arranca).

Quanto a por que o álbum chama “wokashi”, eu ainda não sei direito. É um termo de língua clássica japonesa, e ainda por cima um conceito estético/literário complexo que eu nem entendo totalmente e muito menos consegui relacionar com as músicas estilo youkai. Mas talvez seja por ela ter tentado dar um toque “tradicional” pro álbum. Enfim, pra quem gosta dessas coisas (eu), acho que vai achar interessante.

Entertainment – SEKAI NO OWARI (2012)

Apesar de eu ter já falado grandes maravilhas de Eye e Lip, Entertainment ainda é o meu favorito do Sekaowa no sentido de que eu não consigo desgostar de nenhuma música. Se eu fosse escolher uma favorita, sentiria que várias outras foram deixadas de lado e ia acabar falando de todas uma por uma. Pra evitar isso, não vou falar de nenhuma. E é isso.

Negative – nqrse (2017)

Sou fangirl desse homem? Sim. Sou tendenciosa? Também.

Embora esse seja um “álbum do nqrse”, a verdade é que ele chamou outros utaites amigos dele, então você vai ter um gosto também do Soraru, do Mafumafu, do Araki e do luz. Também é uma mistura do tipo de música que você esperaria de um rapper com outras super alegres e até melosas; tem até um raro exemplo dele cantando uma música normal inteirinha sem rap nenhum (uau). Enfim, em algum momento, sem eu perceber, já tinha virado fã desse sujeito e é um caminho sem volta. I regret nothing.

Pra você que nunca ouviu falar dele: nqrse (troque o Q por um A, e agora você sabe como se pronuncia) é o rapper supremo dos utaites de dia, e um grande shitposter de noite. Ele pode ser encontrado frequentemente criando partes extras de rap nos covers de outros utaites, com uma dicção maravilhosa e uma letra que nunca se entende (e às vezes é melhor não entender). Alternativamente, no twitter ele finge que é uma garotinha de 17 anos de cabelo rosa, o tempo inteiro ligado no modo ~UUUWAAAAHHH KAWAII~, soltando merdas como essa e mensalmente prometendo comer menos açúcar (sério, eu vivo pelos shitposts desse homem). Se você tiver sorte e estiver livre pela manhã, talvez consiga pegar um dos famosos livestreams dele jogando Splatoon contra o Soraru e falando merda por quatro horas seguidas. Mas já que ele é um rapper: por algum acaso (ou não), ele também gosta de Hypmic; aqui tem um cover que ele fez só do comecinho de “Division Rap Battle”, só pra vocês entrarem no clima.

Vou parar o modo fangirl agora e seguir pro próximo.

Will O Wisp – Araki & nqrse (2017)

CLARAMENTE EU NÃO CONSEGUI DESLIGAR O MODO FANGIRL AHSUHAUHUAHSUA

Falando mais sério agora: considerei esse álbum como sendo de um “artista diferente” porque é especificamente da colaboração entre o Araki e o nqrse (ou “aranaru”). A ideia é meio parecida com o do anterior, mas é um pouco mais consistente. Ou é só mais uma desculpa pra eu enfiar mais um pouco de nqrse na goela de vocês. Também gosto do Araki, então pra mim estou só no lucro.

Sennen Koufukuron – amazarashi (2011)

Uma das coisas que me irritam nesse mundo é o amazarashi não ter esse álbum no Spotify apesar de eles estarem lá. Já faz algum tempo que eu não ouço ele, talvez porque o amazarashi em geral tenda a ser uma banda meio melancólica e não estou muito nesse humor ultimamente. Mas eu lembro de gostar bastante dele um tempo, principalmente a segunda música, “Karappo no Sora ni Tsubusareru”. Além disso eu acho a capa maravilhosa (não insistam nas perguntas sobre o meu senso estético, eu não sei explicar).

PARTE 3 – Menções honrosas

SUPERMAN – Suiyoubi no Campanella (ou Wednesday Campanella) (2017)

Até hoje eu não consegui entrar muito nesse álbum, mas confesso que tem alguma coisa nele que eu acho boa e não sei dizer o que. A partir de um certo momento, não sei por que, ele acabou virando meu álbum de “estou de férias sem nada pra fazer então vou gastar meu tempo fazendo sudoku” (sim eu gosto de fazer sudoku, pelo menos até eu começar a errar e riscar tudo, ficar irritada e jogar o troço na parede). Não sei que diabo de descrição é essa que eu acabei de dar pra esse álbum mas enfim, é o que me vem à cabeça agora. É relaxante de uma certa forma.

Edit: eu só percebi depois que todos os títulos das músicas são nomes de personagens famosas, fictícias ou mitológicas de vários países. Isso quase que rendia um post próprio.

TRICK – TRUSTRICK (2016)

Eu tenho a péssima tendência de começar a gostar de uma coisa quando ela tá acabando ou já acabou; é o caso com o TRUSTRICK. Os dois membros, a Sayaka Kanda e o Billy, anunciaram que já estão satisfeitos com esse projeto, e que vão deixar ele parado por tempo indefinido. Fica registrado meu ódio, mas mais que isso eu não posso fazer.

Se você tiver tempo, vai atrás também do E.P. Believe, que surpreendentemente tem um cover de “Do You Want To”, da banda escocesa Franz Ferdinand. Eu ouço Franz faz muito tempo, então comecei a dar risada muito alto quando percebi que música era (eu tava de fone então meu gato achou que eu era louca). Só acho engraçado quando você descobre artistas que gostam das mesmas coisas que você.

A verdade é que vale a pena ouvir todos os álbuns do TRUSTRICK, mas algum dia eu ouvi alguém dizendo que TRICK era o melhor e isso acabou grudando na minha cabeça. Além disso, é bem capaz de você reconhecer “Miraikei Answer”, música de Ore Monogatari, ou ainda “innocent promise”, de Shounen Maid (que eu acho bizarramente fofinho, sem comentários). As músicas em geral são fofinhas e felizes, e eu acalmo bastante ouvindo.

E também eu acho o Billy bonito pra caralho. Me julguem se quiserem.

POP VIRUS – Gen Hoshino (2018)

O Gen Hoshino é uma daquelas pessoas que eu gosto mais pela personalidade do que pelas músicas (sério, ele parece ser muito gente boa). No geral não me dou muito bem com as músicas meio jazz (?) e de melodia estranha dele, mas achei que esse álbum devia ser mencionado de qualquer jeito. De qualquer forma, “Koi” e “Idea” até que são bem marcantes. Apesar de fazer parte de outro álbum dele, YELLOW DANCER, não posso deixar de mencionar a minha música favorita “SUN”, que às vezes eu ouço até enjoar e até irritar as pessoas do meu lado.

Isso é só curiosidade, mas ele fez/faz/sei lá um programa musical pra NHK chamado “Ogen-san to issho”, em que ele interpreta uma dona de casa. É sério. E ele fica muito bem de dona de casa. Aliás esse programa tem o Mamoru Miyano (fazendo a voz de um rato-fantoche, mas às vezes ele aparece). Não sei por que eu falei disso, achei necessário.

Sanzu no Kawa – SymaG (2019)

Esse foi uma adição de última hora, porque achei que ele merecia. Pra falar a verdade, não é nenhuma obra-prima; mas convenhamos: qualquer álbum que comece por “Vocalo-Colosseum” e que tenha “Fixer” no meio merece ser idolatrado pela eternidade (tô viciada nessas duas músicas, sim, obrigada). Até agora ouvi muito pouco do SymaG (ou Shima-jii, pra quem quiser entrar na piada de que ele é um “eterno velho de 82 anos”), mas ouvi esse álbum várias vezes durante uns dias, e a essa altura já virei fã (mas sério, qualquer pessoa que CONSIGA cantar “Vocalo-Colosseum” sem torcer a língua ou morrer de falta de ar e ainda chegar num resultado bom devia receber uma medalha).

Além de Vocalo Zanmai, esse é o único da lista que é um “álbum de utaite” propriamente dito, então quase todas as músicas são covers de Vocaloid (com a possível exceção de “Sanzu River Revive”). Como todas estão no YouTube, ele até fez o favor de montar uma playlist igualzinha ao álbum final, então você também pode ouvir se não tiver Spotify e/ou não quiser bancar o pirata.

Perfect Lies – THE SIXTH LIE (2019)

Aqui já estamos na adição de última hora depois da adição de última hora.

Essa é uma banda razoavelmente recente, então acho que ainda não se ouve muita coisa deles por aí. Se você assistiu Golden Kamuy (e se não assistiu, assista), vai reconhecer “Hibana”, tema de encerramento da primeira temporada. Pra falar a verdade, eu até gostei bastante desse álbum como um todo, mas como ele saiu literalmente outro dia ainda não tive tempo de ouvir mais vezes e decidir se ele entrava realmente na minha lista de favoritos. É tecnicamente uma banda de rock, mas a maioria é meio eletrônica e eu cansei de classificar coisa então esquece. (Confesso também que às vezes parecia que eu tava ouvindo música de boy band, mas não encarem isso como uma crítica.)


EXTRA! Menções honrosas realmente só mencionadas e sem comentários (talvez receba atualizações de tempos em tempos):

Chegamos ao fim; espero que tenham gostado da seleção musical (ficou bem maior do que eu previa huee). Agora acho que realmente só volto ano que vem, então principalmente vim aqui deixar o meu boas festas! (e bom Kouhaku Uta Gassen~ esse ano tem a Haruka Ayase de líder do time vermelho e o sekaowa não vai dar as caras, tô quase torcendo pro time vermelho mas não decidi e não quero decidir)

Resolução de ano-novo da Xícara em relação ao Shiritori: puta merda preciso terminar meu post de Zero Escape, não aguento mais, preciso recomendar isso pra alguém antes que eu esqueça, daqui a pouco faz um ano que comecei esse post e nada.

~Xícara entra de volta no armário da cozinha e desaparece~

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