Os dois lados da balança de Given

RAWRRR!!

Oi, oi, oi! Olha eu aqui de novo para intermediar mais um post conjunto dos malucos deste blog. Para quem ainda não sabe, eu sou o Kota, o integrante mascote do Shiritori. 

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Este não é o nosso primeiro post conjunto, mas para quem ainda não sabe o que é isso, é só clicar AQUI para entender mais.

Dessa vez, além das minhas patadinhas, as redatoras Mika e Senpai vão opinar também, afinal, além de serem fujoshis assumidas as duas assistiram a obra toda da qual vamos falar, e ela é… GIVEN! 

Bora ouvir um som? Tem no YouTube e no Spotify, escolhe ai.

Enquanto isso, tenho que dizer que se você é uma das pessoas que assistiu Given e terminou dizendo Perfeito! Zero Defeitos! Masterpiece! ou coisas do tipo, pedimos que mantenha a sua mente aberta, afinal não queremos desmerecer a obra e reconhecemos a importância dela sim (como iremos tratar abaixo), mas temos umas coisinhas a mais para falar.

E se você não assistiu, vai ter spoiler aos montes!!!! Cuidado aí! 

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Ai caramba, já estava me esquecendo, antes de falar da análise do anime vamos falar um pouquinho de BL (Boys Love), Yaoi e Shounen-ai. 

Quem não tem costume de acompanhar obras yaoi/shounen-ai pode até não entender nada de nada sobre qual a diferença entre um e outro, ou ter apenas uma noção bem vaga mesmo.

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Se você viu Given sem saber de nada ou caiu aqui de paraquedas e esse é seu caso, não se preocupe!

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Temos aqui pessoas capacitadas para lhe explicar!

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Na realidade não há diferença nenhuma! (E tem quem defenda mais divisões ainda, mas não vamos falar disso por hoje). Não há diferença nenhuma pelo menos não no Japão, lá é tudo BL (Boys Love), e se com este nome você pensou em um romance entre garotos, você acertou em cheio! Essa divisão toda é coisa do ocidente mesmo e eu, observando as pessoas por aí, já vi muita gente desmerecendo uma história apenas por ser classificada como Yaoi, e isso me dá uma vontade danada de fazerem sentir as minhas chamas. 

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Fica a imagem de um tio meu, porque infelizmente eu ainda sou muito novinho para fazer isso de um jeito que deixaria esse povo bem tostadinho.

A única diferença entre esses dois tipos de histórias, o Shounen-ai e o Yaoi, é a classificação etária mesmo, algo mais leve e menos leve, digamos assim, beijinhos, abraços ou algo a mais. Mas também tem muito anime/mangá com a classificação de BL e não tem nada de mais na obra em si, apenas uma grande “broderagem” entre os personagens, o que faz com que as fujoshis fiquem loucas, já que tem situações que deixam a imaginação dos espectadores/leitores voarem longe. 

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PS: Será que as tias Mika e Senpai ficam assim quando estão assistindo? ~ aaaiii, mammys Sáh, me acode tô apanhando aqui!!!

Existem ainda obras que a galera acha que é yaoi ou shounen-ai por aí, mas não são pois não são dessa demografia, mas tem algum “start” no contexto para atrair esse público, afinal toda fujoshi de plantão enxerga ship onde não existe… 

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EI!!! Tia Mika, não precisa puxar o meu rabo, eu expliquei direitinho!!! 

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Ai caramba, tá bom, tá bom, eu falo.

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Gente estava esquecendo de algo muito importante! 

Não podemos esquecer de dizer que muitas histórias BL abordam temas complicados, como relações abusivas, estupros e por por aí vai, o problema é que esses temas são abordados na visão da cultura japonesa, e não da cultura que estamos familiarizados.

No Japão observamos esses temas, e tantos outros, sendo tratados de maneira livre, sem tabus ou barreiras, que nos faz entender que é algo cultural deles e aceito na cultura anime/mangá deles, porém o mesmo não acontece aqui, visto que nossa cultura é diferente e por isso, mesmo discordando E MUITO, devemos dar umas patadas com consciência dessa diferença. Afinal nem tudo é flores no Japão e que apesar do desenvolvimento e admirarmos sua cultura, eles ainda têm valores conservadores e deturpados.

Claro que há histórias que fogem disso e procuram tratar de assuntos assim e da relação homoafetiva em si de maneira mais saudável e realista, e é o caso de Given e de Yuri On Ice por exemplo (que sempre gera aquela senhora discussão de ser isso ou não, mas pra mim e todo o pessoal daqui do Shiritori é sim!).

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Ah! Inclusive, se você lembrar de alguma obra a mais, pode rugir aqui pra nós tá? Quem se importa com a lista de espera beirando 1k não é mesmo?

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Por isso pessoal, consideramos que o fato de Given ter se tornado tão popular tem uma importância absurda! Nós reconhecemos e ficamos muito satisfeitos com isso sim!

Primeiro que faz com que o pessoal veja o tema por uma ótica mais positiva e saudável. E segundo, que histórias assim podem justamente ajudar alguém que esteja passando por algum momento de incerteza sobre tais questões, mostrando que está tudo bem se você não sente as coisas da mesma forma que a maioria das pessoas.

Além do mais, se sentir representado é importante, sejam quais forem as questões envolvidas! Afinal, quantas vezes você não se identificou com aquele seu personagem preferido e correu atrás dos seus sonhos?

Animes em si são importantes na vida de muitas pessoas justamente por isso. Se sentir representado pode ser uma forma de conseguir forças para se encontrar no mundo e ser o seu próprio personagem de anime/livro/filme na vida real.

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Tá bom, tá bom, chega de adiar, bora falar da parte mais interessante, vamos falar do anime!!!!!!!!!!

Bora lá galera? 

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Ficha Técnica

Tipo: Anime. Demografia: Shounen-ai. Autor: Kizu, Natsuki. Episódios: 11. Status: Finalizado. Lançamento: 12 Jul a 20 Set 2019. Gêneros: Music, Slice of Life, Drama, Romance Estúdio: Lerche (Ansatsu Kyoushitsu, Danganronpa, Asobi Asobase).

O anime é baseado no mangá da Kizu Natsuki, e conta a história de Mafuyu Satou em sua jornada para superar o passado e seu encontro com Ritsuka Uenoyama, um guitarrista talentoso que se vê de repente entediado até mesmo com aquilo que mais gostava de fazer, como tocar guitarra ou jogar basquete, por exemplo, e que depois de um encontro quase que aleatório, em que ele acaba por consertar as cordas arrebentadas da guitarra que Mafuyu carregava, se torna alvo da afeição do colega que passa a insistir para que ele o ensine a tocar. Mesmo tentando resistir àquela carinha de cãozinho abandonado na chuva, Uenoyama acaba por ceder ao seu pedido e convidando-o para a banda depois de ver quão bem o Mafuyu pode cantar (e o encantar). 

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É pensando que se entende Given

Como um bom analista e pupilo da Tia Senpai vamos separar a análise em partes e vamos ir discutindo os pontos que as tias acham importante ressaltar em Given.

Lembrando mais uma vez pessoal, é agora que começa os spoiler pra valer, ainda dá tempo de você fugir para as montanhas se não quiser ter essa obra destrinchada na sua frente. 

Agora, se mesmo sem ter visto, você é forte e corajoso vamos falar da parte mais marcante desse anime, e que na visão das minhas nakamas, é a mais controversa também: o desenvolvimento da história em si.

O Kota adverte:

Não passe daqui se não quiser ver os spoilers pesados okay? 

O anime aborda e trata do relacionamento do guitarrista Uenoyama e do tímido Mafuyu de uma maneira bem realista e a história não fica perdida no tempo em discutir se é errado ou certo um rapaz gostar do outro, como costumeiramente é visto em tantos outros animes e histórias do tipo. Não existe uma grande crise de consciência dos personagens em si, é tudo fluído, tranquilo e normal, eles apenas tomam a consciência do gostar e se aceitam assim. 

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ESPERA, ESPERA! TIA SENPAI, VOCÊ ESTÁ BEM???? TEM CORAÇÃO SAINDO PELOS SEUS OLHOS!!!!!!!!!!

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Após esse pequeno surto de lembrança, voltamos a programação normal…

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A naturalidade que eu mencionei antes, inclui, claro, o desespero do Uenoyama ao se dar conta da dimensão dos seus sentimentos.

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Alguns humanos já me disseram que estar apaixonado é a coisa mais doida, maravilhosa e cansativa que pode lhe acontecer! #MEDO ainda bem que entre os dragões as coisas são mais simples!

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A reação dele quando lembrou que tinha beijado o Mafuyu na noite do show e como ele lembrou disso!

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E quando ele recebeu uma resposta dele depois.

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Me fez rir tanto que quase derrubei a televisão com a minha cauda! Humanos são engraçados demais quando estão apaixonados, mas imagino o sofrimento! E O ALÍVIO em saber que é correspondido, isso deve bugar a mente da maioria.

Mas para mim, nesse quesito, o melhor de todos os episódio foi o sétimo, quando o baterista Akihiko puxa o Uenoyama para conversar. É uma das cenas com maior significado da história todinha!

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A naturalidade com que ele responde é maravilhosa! Vocês entendem o quanto é importante ter alguém que lhe entenda e lhe apoie nessas horas? Que simplesmente enxergue tudo isso como algo normal? Infelizmente não são todos que têm isso e isso deixa a mim, que sou apenas um dragãozinho, muito triste. Não é só vocês humanos que sabem se colocar no lugar do outro né, eu também aprendi.

Sei que já disse isso, mas essa é a maior importância de uma história como Given, ainda mais nesses tempos de intolerânciasE eu pensando que acabaria por ai, vem o Akihiko e me fala mais coisas que melhoram mais ainda essa cena! Até as pausas, o silêncio entre uma fala e outra deixou tudo muito melhor!

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Nessa hora eu realmente derrubei a televisão da sala com minha cauda! Mas por sorte a tia Senpai e a tia Mika que estavam lá na hora conseguiram salvá-la, se não eu não estaria aqui agora para fazer esse post! Nunca, nunca irritem a mammys Sah! 

E quando voltamos para o episódio ainda teve mais coisas!

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RAAAWR!!!! “Tá” naaada! Continua a conversa aeee! 

 

Eu realmente queria mais algum tempo nessa cena, queria que o Akihiko tivesse falado mais, mas a tia Mika conseguiu me fazer entender que foi melhor assim! E a tia Senpai disse que foi bom não terem se alongado tanto na cena, ela foi na medida certa e agora eu concordo com elas.

Queria ter o poder de me transportar para as cenas que estou vendo! Daria um abraço de dragão no Uenoyama! E no Mafuyu também! Em todo mundo ali! Vamos de abraço coletivo galera!

Mas olha só! A gente pensando que já tínhamos passado das melhores partes do episódio, o Akihiko de novo, consegue nos surpreender! Foi ele que teve aquela conversinha com o Mafuyu sobre escrever a música, que também foi 10/10!

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MDS ESSE HOMEEEEEM!!!! UM SENPAI DESSES BIXO!! 

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TIA SENPAAAI CONTROLA A TIA MIKA AQUI POR FAVOOOOR!!!!
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Tia Mika pede desculpas!

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Mas vamos falar um pouquinho mais sobre a construção da história e o desenvolvimento da trama em si, e se no final você não ficar com aquela sensação de: É, realmente, eu queria saber um pouquinho mais sobre isso. A tia Mika e a tia Paula pedem desculpas de antemão, mas elas não iriam se calar e não falar que queriam saber mais.

A história em si começou se desenvolvendo de forma muito lenta para um anime com apenas onze episódios, parecia mais que teríamos vinte e quatro episódios e deixou o final mais corrido e com alguns saltos no tempo que poderiam ser melhor aproveitados para o desenvolvimento dos sentimentos do Mafuyu, ao ver das minhas tias.

E cá entre nós, com certeza todo mundo queria um pouco mais desse anime!

Outra coisa que deixou todo mundo ansioso por esse anime, era por ele abordar o universo musical, e eu, o pequeno Kota aqui, assim como todo mundo, esperava muita música boa e a sensação que ficou foi bem essa:

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CADÊ AS MÚSICAS!????????????????????

Pois quem não queria ver aqueles belos espécimes tocando guitarras e suand…

Tia Paula eu não posso ir na caixa de areia que você toma o teclado de mim????????? SOCORRO!!!!!!!!!!

 Ignorem esse comentário acima dessa tia doida.

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Ela está parecendo o Haruki quando olha/pensa no Akihiko!

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Mas voltando…

As únicas músicas que aparecem são quando Uenoyama apresenta a banda para Mafuyu e eles tocam no estúdio para a “platéia”, e a música que eles escreveram, inspirados nos lalalá de nosso calado protagonista para a apresentação da banda – que só aconteceu depois, já no episódio nono.

Okay que valeu esperar, já que realmente é uma bela apresentação e uma bela música, onde o jovem Mafuyu se revela e encanta a todos.

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O Mafuyu canta e a gente fica como?

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Dragões não se arrepiam com facilidade, mas quando acontece… Quantas vezes vocês já viram essa cena? Eu já perdi as contas! (Quem não viu não sabe o que está perdendo.)

 

Como todo mangá em que se busca colocar referências musicais ou transcrever os sons, é bem fácil perceber que não é uma tarefa muito fácil, pode inclusive gerar frustrações, e a gente sabe disso.

Mas esse sentimento de frustração ficou bem presente aqui no coração das tias, afinal foi feito um merchan de que o anime trataria de música, o que não ocorreu em si, e esse sentimento foi agravado devido ao fato de Given ter a particularidade dos títulos dos capítulos serem referências a músicas de bandas britânicas – as preferidas de Uenoyama – e as tias serem doidas por muitas das músicas e bandas citadas ali. Sério não teve nenhuma vez que elas dissessem “aah essa não conheço!”.

No fim das contas as músicas serviram apenas para nomear os episódios de acordo com o que cada um passava. Mas as tias aqui são aprendizes de escritoras e sabem que não é bem assim, com certeza as músicas devem ter inspirado a autora-chan. Ela não teria colocado isso lá aleatoriamente! 

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Mas okay, eu já soltei um Rawrrr bem grande e melodioso para consolar minhas nakamas!

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Agora pensem se fizessem no anime o mesmo que no drama-CD de Given onde a voz do nosso vocalista é ocultada até o momento da apresentação da banda… sinceramente se isso acontecesse no anime ia ter produtor saindo tostado pelas minhas baforadas no cangote, isso com certeza iria acontecer.

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Quem aqui ia aguentar esperar para ouvir a voz docinha do Mafuyu?

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Mas falando ainda da construção da história até chegar na música, o processo dela foi bem bacana, afinal a gente pode ver o Mafuyu saindo do estado de letargia do início do anime para um estado mais ativo e participativo, pouco a pouco ele foi se interessando mais pela banda e trabalhando, no sentido literal e no figurado também, para se manter nela, chegando ao ápice de soltar a voz e gritar a plenos pulmões os seus sentimentos para o universo. 

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Rawrrr, eu estou aqui, eu sinto isso!!!

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Agora, vamos pensar com as minhas escamas, o Mafuyu teve uma jornada solitária para chegar ali, apesar de estar se inserindo na banda ele lutou consigo mesmo de maneira solo, e isso não é algo comum de se ver em mangás/animes, mas é aqui que as tias apontam uma crítica.

Provavelmente a autora-chan quis criar a história pelo ponto de vista de Mafuyu e foi uma escolha arriscada de se fazer, afinal o personagem estava em conflito interno muito intenso e isso acabou resultando em muita coisa sendo pulada no meio da história ou sem um contexto de passagem de tempo bem delimitado ou explicado, deixando aos espectadores preencherem as lacunas como queriam. O que não é de todo ruim, mas nesse caso, não foi tão bem aproveitado assim.

Uma dessas lacunas que mais deixaram as tias Paula e Mika revoltadas foi não mostrar realmente o que aconteceu com o Yuki, pela perspectiva do próprio Yuki. Ficou tudo muito vago e subjetivo só com aqueles flashbacks, e queridos leitores do Shiritori, se tem uma história que não poderia ficar de fora era a história de Yuki e Mafuyu, afinal um sentimento tão forte e potente que fez o ruivinho escrever aquela música de arrepiar todas as minhas escamas até a cauda merecia um pouco mais de atenção objetiva.

Sabemos que não foi a intenção de fazer o suicídio do Yuki ser banal, mas num primeiro momento até pode soar que foi.

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EU SEI QUE EM NENHUM MOMENTO FOI BANAL!!!

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Talvez se tivessem utilizado o recurso de um narrador para explicar melhor essa parte (e não somente no momento da apresentação da banda), ou mostrar a perspectiva pela visão do próprio Yuki ou até o verdadeiro sentimento do Mafuyu para com ele naquela época e o porquê exato da briga que eles tiveram.

Achamos que se esses pontos tivessem sido explorados não passaria essa impressão. Afinal não fica claro se o Mafuyu se sentia culpado ou abandonado pela decisão do Yuki, como ele viu o fato dele de formar uma banda, ele ficou com ciúmes? Ele levou numa boa? Como ele se sentiu quando eles mudaram de escola? Só podemos supor como foram esses acontecimentos.

Como já falamos antes, foi uma jornada solitária a do Mafuyu e isso fica muito, muito claro no episódio em que ele sai sozinho para ver o mar. 

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É uma cena muito bonita e triste ao mesmo tempo, e é uma daquelas cenas que dão margem a interpretação de todos nós espectadores das mais variadas formas possíveis. A gente aqui pelo menos, entendeu que foi nesse dia que o Mafuyu começou a enxergar que não estava sozinho como ele pensava antes. 

Essa foi uma informação bem importante e que foi dada diretamente. Ficou muito bem colocada, especialmente se considerarmos o significado daquele lugar para a história dele e do Yuki.

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Tudo bem que o protagonista é ele, mas se a autora queria focar nessa jornada, não  deveria pelo menos ter mostrado isso com um pouquinho mais de detalhes? 

O que só nos leva a crer que os sentimentos do próprio Mafuyu estavam tão bagunçados que nem ele saberia como demonstrar isso, ou não se lembrava perfeitamente como tudo aconteceu e do porquê doía tanto ainda ou do porquê ele não conseguia seguir em frente.

A deixa para chegarmos nessa conclusão é a cena dele e do Yuki na praia falando que eventualmente esqueceria alguns detalhes dos momentos que passaram juntos.

E outro ponto controverso para as tias:

Depois que ele jogou tudo pra fora na música e no suadouro da febre ele já estava pronto para outro amor? 

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Tudo bem que a música teve um efeito catártico pra ele, mas se tivessem dado um pouco mais de tempo dentro da história entre este momento e o próximo dele saindo com o Uenoyama e se declarando, talvez as coisas fariam um pouco mais sentido até dentro da construção que o Mafuyu teve.

Não que não foi bom, mas como não fica totalmente claro os sentimentos do Mafuyu durante a trama, não conseguimos distinguir o crescer do amor dele pelo Uenoyama até o ponto dele se descobrir apaixonado. 

Apesar do anime ter a música, a banda, o crescente amor do Uenoyama e do Mafuyu, isso tudo é secundário, afinal o foco foi o conflito interno do protagonista, e não ter isso tão bem elucidado deixou as tias meio tristes e frustradas até.

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Você pode até se perguntar: Kota-chan, não vale a pena assistir Given?

VALE SIM, E MUITO!

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Afinal temos ótimos momentos de conversas super bens construídas e personagens muito carismáticos e maduros no decorrer da trama toda, como aquela do episódio sete que falamos antes e uma analogia maravilhosa do Uenoyama, sobre as cordas de uma guitarra e os corações partidos momentos antes da apresentação da banda.

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Essa parte foi tensa! E não sei se vocês viram assim, mas tudo ali era puramente uma analogia ao relacionamentos do Mafuyu com o Yuki e do Mafuyu com o Uenoyama.

E ficamos bem felizes pelo Haruki estar lá com sua visão um pouco mais objetiva das coisas. Porque claramente o Uenoyama tava perdidinho ali. Até o Akihiko ficou meio sem saber o que fazer naquela hora.

 

 

 

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Foi o Haruki que levou o Uenoyama à ação, que salvou a banda naquele momento. Não é à toa que o Akihiko o agradeceu, não é? E por muito mais do que isso, pelo o que ele fala.

Será que o Haruki percebe o que fez ali? Ou do seu papel na banda? Espero que a autora consiga trabalhar isso no futuro, por que ele merece!

Ao fazer o Uenoyama agir, Haruki nos possibilitou ver a melhor reflexão do anime todinho!

 

 

 

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Não sei como vocês viram isso, mas a tia Mika me fez entender que essa cena vai muito além de uma analogia sobre corações partidos!

É também uma representação do Uenoyama salvando o Mafuyu, pois, não sei se vocês sabem, mas devido ao que aconteceu com o Yuki, a vida que o próprio Mafuyu levava, do pouco que vimos, o fato de ele não conseguir falar, nem mesmo chorar pela perda do namorado, tudo isso eram enormes fatores de risco que poderiam levar o Mafuyu a fazer o mesmo que o Yuki um dia fez.

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E por todos os deuses dragões!!! Que bom que isso não aconteceu! Que  bom que o Mafuyu encontrou alguém para trocar as cordas do seu coração e fazer ele liberar tudo aquilo com a música!

As tias falaram que Given é uma história com um potencial incrível! Que poderia ser muito melhor aproveitada, mas que deixou a impressão de que a história seguiu como se em muitos momentos a autora apenas esbarrasse nesses pontos chaves da trama, que poderiam agregar mais à obra, mas apenas seguiu em frente sem de fato se aprofundar em nada!

No fim das contas, achamos que no final a autora escolheu se aprofundar, ela seguiu por um caminho desnecessariamente extenso demais.

Ao final, além de ver cada uma dessas coisas que falamos aqui, vimos também que se ela tivesse usado melhor alguns recursos de passagem de tempo ela poderia ter contado muito mais coisas em poucas cenas e enriquecido uma história por si só já maravilhosa.

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Conseguem entender?

Acabou que tudo isso fez com que o último episódio fosse corrido pra caramba! E JUROOOO nossa reação quando vimos pela primeira vez foi bem: 

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Claro que teve partes boas também. Os momentos de gaypanic do Uenoyama depois que o Mafuyu se declarou foram ótimos, muito divertidos! Entrou para a história do mundo otaku com certeza! 

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A  conversa que eles tiveram com o Haruki foi a coisa mais fofa!!! Mas, a maneira que ele lidou com o fato dos dois terem ido pedir a “benção” para estarem juntos e como deveriam se comportar também poderia ser melhor trabalhada dentro do contexto. Seria algo que aqueceria o coraçãozinho desse pobre dragão.

Porém, novamente, estamos em realidades, culturas e pontos de vista diferentes, temos muito mais que um oceano nos separando, e não temos como exigir ou esperar que tivéssemos todos os nossos desejos atendidos. 

Mas, como nossa amiga Mih-Nyah muito bem mencionou:

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Temos ótimos exemplos de obras que tiveram um desenvolvimento diferente sem abrir margens para pensamentos subjetivos, pelo menos não no quesito do conflito interno que renderiam um post novo enorme!

Quem sabe…

Mas, agora sério, se você ainda não assistiu, ASSISTA GIVEN!

O que apontamos aqui em nada desmerece a obra, afinal, teríamos que ter uma entrevista com a autora para sabermos de alguns motivos de construção da história como foi feito. Ou esperar que o mangá finalizasse para termos uma opinião fechada, não é mesmo? Que bom que a obra está em andamento e ainda há espaço para ela trabalhar todas essas questões e sanar nossas dúvidas!

E de uma coisa nós temos certeza: Given é aquele tipo de história que será impossível dizer adeus, afinal…

Não posso dizer adeus, eu ainda estou à deriva com seus ecos.

E pra quem não quiser mesmo dizer adeus, até chegar o filme, ou para aguentar a espera entre um capítulo e outro, dá pra ficar ouvindo umas playlists que a Mika loka do Spotify achou especialmente para nós.

Cliquem nos links que vocês serão direcionados para elas em outra guia 🙂 

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Antes de ir, preciso deixar aqui nossos agradecimentos ao Kakeru17 redator do blog Anime21 que fez uma resenha SEMANAL sobre Given lá no blog dele, que nos ajudou muito a encontrar mais facilmente entre os episódios, onde estavam determinadas cenas que queríamos citar aqui. As resenhas deles ficaram excelentes! Deem uma passadinha lá que vale a pena.

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado das minhas patadinhas, eu Kota-chan fico por aqui.

RAWRRR!! E até logo!!!!!!

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Pronto tia Senpai, já pode dormir em paz sem sonhar com Given toda noi… EEEI CADÊ MEU YAKISSOBA QUE ESTAVA AQUI??????? 

 

Eis uma observação importante! 

Sabemos que não é justo julgar uma obra como um todo por causa de um anime, especialmente se o mangá está em andamento. Por isso, entendam que este post só diz respeito ao que vimos no anime! E que, agora que ele acabou, vamos para o mangá o/ quem sabe depois a gente não volta para falar um pouco mais sobre Given hein~ 

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