MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA COMEÇAR ASSISTIR KATANAGATARI! – Chega de haters!

Olá! Como vai? Tudo ótimo? Tudo bem?

 

Antes que vocês pesquisem “Katanagatari” no Google e comecem pensar:

Mas que diabos de anime é esse? 

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Eu já vou dizendo: Katanagatari não é um anime para pessoas normais. E como já deu para perceber, os fãs também não batem bem da cabeça. É cada cosplay estranho que meu Deus do céu…

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que existe uma espécie de norma para começar assistir Katanagatari: tem que ter garra. Meu Senhor Jesus Cristo, tem que ter muita GARRA para começar e terminar esse anime sem sofrer algum tipo de surto psicológico. No mínimo, a pessoa precisa de um preparo mental, mas o que farei neste post vai além de uma indicação…

EU VOU EXORCIZAR O PRECONCEITO DA CABECINHA DE VOCÊS ‘-‘

E nem adianta fugir, porque já providenciei as cordas. 

Assim como fiz um Manual de sobrevivência para começar assistir Gintama aqui no blog, vi a necessidade de criar um para Katanagatari. Os motivos? Vários. Vocês entenderão durante a leitura do post.  

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Mas ok, por onde devemos começar… pela sinopse?

A história acontece no Japão durante a era feudal. Nesta época, existia uma exuberante variedade de estilos de luta de espadas, Shichika Yasuri pratica o mais original: Kyotouryuu. O enigmático sétimo chefe da escola Kyotouryuu, Shichika, vive silenciosamente no exílio com sua irmã Nanami –  até o dia que uma estrategista ambiciosa chamada Togame invade suas vidas. Togame pede para que Shichika ajude em sua missão de coletar doze espadas únicas, conhecidas como “Deviant Blades”, para o xogunato. Shichika aceita e, então, iniciam-se sua jornada pelo Japão.

Ficha técnica:

Autores: Nisio, Isin (Story), Take (Art) | Status: finalizado em 12 episódios | Tipo: novel. | Demografia/gêneros: Ação, Aventura, Histórico, Artes Marciais e Romance | Foi serializado na: None.

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Então, chegou o momento!  Vamos logo para os motivos pelos quais você não deve deixar de assistir Katanagatari. 

DICA Nº 1: Não se assuste. 

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Inicialmente, vocês vão pensar: Meu Deus, mas que traço doido é esse? Esse anime foi desenhado por um vesgo? E vocês vão cogitar a possibilidade de droppar. MAS. VOCÊS. NÃO. VÃO. DROPPAR! Não sigam o mesmo exemplo que eu, pois anos atrás droppei esse anime por mais de *censurado* anos (falarei a quantidade de anos no próximo post) e depois me arrependi amargamente.

Infelizmente, algumas pessoas não gostaram ou assistiram esse anime por causa do traço. E, inclusive, já vi até haters por causa disso. MAS VOCÊ, CRIATURA ABENÇOADA, TU ÉS LEITOR DO SHIRITORI E EM NOME DE GOKU, NÃO SERÁS ILUDIDO! CAMINHARÁS DIGNAMENTE PELOS TRILHOS OTAKUS DA LUZ E VAI ASSISTIR ESSE ANIME SEM REMORSO OU FRESCURA.

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DICA Nº 2: “Tô gostando, mas esse episódio parece não acabar nunc…”

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TENHA CALMA! Sem desespero. Repetindo: sem desespero. Neste momento você irá pensar pela segunda vez “omg, pq não droppo isso logo?” ou “cada episódio de Katanagatari são 2 episódios de outro anime dessa temporada” ou, se você for mais dramático: “cada episódio é um filme”.

NÃO GENTE, não pensem nisso! Não sejam tentados pelo diabo (estou me sentindo aquelas pastoras fanáticas), não joguem esse anime no limbo! Como são 12 episódios… evidentemente, cada episódio (no período de lançamento) é referente a um mês. Por que salientar isso é tão importante? Porque, meus pupilos, isso é sinônimo de QUALIDADE. Quantas vezes já assistimos um anime com uma produção inicial muito boa e depois notamos que a qualidade diminuiu com o decorrer do tempo? SnK que o diga. Mas isso não acontece em Katanagatari, a qualidade se mantém fidedigna aos primeiros episódios. É uma coisa assustadora e vocês não irão se arrepender.  

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DICA Nº 3: Esteriótipos? Joguem isso no lixo. 

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Desde o traço ao enredo, já dá para perceber: Katanagataki não é um anime que conserva esteriótipos. Nem tente forçar esteriótipos de outros shounens aqui, porque você falhará miseravelmente. Principalmente, quando se trata de mulheres. Estou me controlando para não dar spoilers de uma das melhores personagem desse anime, mas fica uma outra dica: NÃO SEJAM ENGANADOS. NÃO SE CHOQUEM.

Tiveram umas cenas que fiquei realmente assustada. Daí, notei uma coisa básica: estava subestimando os personagens e esquecendo meu olhar crítico sobre o potencial deles. Foi uma experiência enriquecedora e hoje em dia, eu duvido até do possível veneno de uma flor cultivada no mundo de Teletubbies.    

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DICA Nº 4: Tente não odiar o protagonista nos primeiros episódios.

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Digo por experiência própria: inicialmente, vocês vão começar odiar as atitudes do Shichika e se possível vão querer mandar ele para um certo lugar. Nome disso: ranço. Entretanto, no decorrer do anime, vocês irão perceber algo fundamental: a frieza e indiferença dele referente à vida das pessoas é algo justificado. Ele nunca se enxergou como uma pessoa, Shichika sempre se enxergou como UMA ESPADA. Kyotouryuu é uma técnica pura que não usa armas, seus usuários consideram o próprio corpo como uma espada. Logo: para atingir o máximo desenvolvimento do Kyotouryuu, a pessoa precisa esquecer que é um ser humano, porque espadas não têm emoções, não se questionam ou hesitam, apenas matam.

O bonito do anime, ao meu ver, é essa transição que vamos percebendo ao logo dos episódios… Shichika muda, a jornada dele ao lado de Togame é uma espécie de autodescobrimento. É como estar vendo um filho engatinhando pela primeira vez, descobrindo as primeiras sensações da vida.

DICA Nº 5: Estejam preparados para bugar seus cérebros.

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O anime se passa no Japão feudal, mas algumas armas possuem uma tecnologia que não condiz com a realidade apresentada. Os vilões também são de outra magnitude, vai aparecer um Maniwa Ninja mais excêntrico e maluco que o outro. Entretanto, como não quero dar muito spoiler nessa indicação, devo salientar que apesar de tudo aparentar não fazer muito sentido… na verdade, faz sentido. Todos os pontos estão interligados e o que Kiki Shikizaki (criador das espadas que Shichika e Togame procuram) queria evitar, era na realidade uma suposta derrota que aconteceria anos depois na história do Japão – invasões de cunho estrangeiro das quais vocês sabem quais foram (todo mundo estudo história aqui néh, gente?) 

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DICA Nº 6: Clichê? Oh bem, cê vai é sofrer. E vai sofrer com gosto.

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Gente, eu vou jogar a real: se vocês forem pessoas providas com o mínimo de compaixão possível no coração, vocês vão sofrer. Meu Deus, nos últimos episódios vocês vão sofrer pra caralho. 

Primeiro ocorrerá o susto, depois vai chegar um momento que vocês vão pensar:

“Não, cara… não pode ser… não tem como piorar…”

MAS VAI TER COMO SIM!

E nós, idiotas que somos, vamos ficar lá rebobinando aquele filme “À espera de um milagre” na cabeça, achando que toda obra é um Clichê Clover da vida. Na moral, se ilusão fosse pré-requisito para minhas matérias da facu, eu já estava formada. Estejam preparados para sofrer, porque depois desse anime eu aprendi a chorar em 26 línguas diferentes. Nunca irei esquecer tamanho sofrimento.

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DICA Nº 7: Respirem e não tentem quebrar o computador, ou sei lá… pensar em coisas ilícitas…

SEE

ESTEJAM PREPARADOS PARA PASSAR RAIVA. 

MUITA RAIVA.

O anime inteiro foi muito bom, mas um detalhe infeliz conseguiu perverti todo o senso de justiça contido dentro da minha cabeça. Mano, foram poucos MINUTOS exibidos do anime que me incitaram a invocar o fogo de Hades até a staff de produção dessa obra. A vontade foi grande, mas meu bom senso foi maior… tive que ter MUITA MATURIDADE para não despencar minha nota do MyAnimeList referente à esse anime. Afinal, um detalhe não pode despreciar uma obra que analisei por inteira. Ou seja: para os haters que dropparam esse anime por causa do traço, sinto-lhes informar que estão perdendo um anime autêntico até demais.  

Enfim, espero que tenham gostado da indicação. Assistam, porque vocês irão gostar bastante. Além de quê, a dinâmica do anime ficou espetacular com Keitarou Motonaga (Legend of Gactic Heroes, Fushigi Yuugi, Lupin III ) na direção geral e Yasunori Ebina (Naruto, Koi wa Ameagari no You ni, Toaru Majutsu no Index) na trilha sonora.

DETALHE: Katanagatari terá um segundo post para a análise do final. Para quem assistir e sobreviver àquele final desgraçante, saiba que existirá um post desvendando os mistérios por trás de certas cenas que notei. 

POST COM A ANÁLISE DO FINAL DE KATANAGATARI PRONTO, CLIQUE AQUI!

 

 

– See you space cowboy

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  1. Pingback: Katanagatari – Análise do final. | Shiritori·

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