Indicação - anime

TEMOS UM GRANDE PROBLEMA: por que quase ninguém conhece MICHIKO TO HATCHIN?

Konbanwa! Como vai? Tudo ótimo? T…

Satoshi_Batista

Bemmm antes de eu criar este blog (meados de 2010-2011, talvez?), algo sempre me incomodou: por que quase ninguém conhece Michiko to Hatchin? Formulando melhor a pergunta: por que diabos nenhum BRASILEIRO conhece Michiko to Hatchin?

“Ah mas você está generalizando muito, não é que ninguém não conhece…”

Então se apresentem! Comentem neste post, quero saber se vocês existem, quero ser amiga de vocês porque é estupidamente RARO encontrar alguém que conheça esse anime.

Aliás, você deve está se perguntando o porquê de eu ter enaltecido o “brasileiro” na pergunta anterior. Eu vou explicar o motivo: porque Michiko to Hatchin é um anime ambientado no Brasil – com todas suas cores, diversidade e problemas. 

Mas, enfim… vamos logo para os aparatos técnicos. 


SINOPSE

Situado em um país fictício com grande similaridade com os países da América Latina, (principalmente o Brasil). Michiko é uma mulher de sangue quente que escapa da prisão e resgata Hana (Hatchin) de seus pais adotivos que a maltratam. Perseguidas pela polícia, elas partem para encontrar um homem chamado Hiroshi (possível pai de Hana) e uma maneira de serem livres.


FICHA TÉCNICA

Anime: Michiko to Hatchin | Obra original escrita por Takashi Ujita | Episódios: 22 | Estúdio: Manglobe | Ano de lançamento: 2008.

Curiosidade nº1: Eis que Sayo Yamamoto é a diretora de Michiko to Hatchin. Sabem o que isso significa? Que o anime foi destinado a ser bom. Quem acompanha o blog sabe o quão fã sou dessa mulher. Sayo Yamamoto é especialista em continuity sketches (esboços de continuidade – storyboards). Ela participou da staff de Samurai Champloo, Redline, Death Note, Psycho-Pass, Space Dandy, Evangelion, Shingeki no Kyojin e outras obras aclamadas.

Curiosidade nº2: Em busca de inspiração para os locais, Sayo Yamamoto e os produtores visitaram algumas cidades brasileiras em 2007, incluindo Rio de Janeiro, Recife e Olinda.


IMPRESSÕES

Isso aqui é uma obra de arte – que não é necessariamente 100% bonita e perfeita.

Eu conheci Michiko to Hatchin quando ainda estava no ensino médio. Logicamente, a visão que tive do anime naquela época foi um pouco diferente da visão que tive agora – quando o assisti novamente para escrever esta resenha.

Porém, uma coisa continuou inegável: eu gostei da Michiko de imediato.

“Que mulher… louca.”

Foi a primeira coisa que pensei.

michiko to hatchin.jpg

Confesso que não consigo me expressar integralmente sobre o sentimento deste anime, talvez por que tudo é muito verídico e cru? Sim, eu acho Michiko to Hatchin um belo de um tapa na cara. O anime se inspirou no Brasil dos anos 60 e 70, mas os aspectos sociais aqui são muito reais e persistentes no mundo contemporâneo: abuso, bullying, crime organizado, fome, ganância, violência, impunidade, situação carcerária brasileira, tráfico de pessoas, trabalho infantil, miséria e carência (de tudo).

Michiko to Hatchin é um anime bastante real e humano.

Essa obra apresenta uma variedade imensa de cultura, diversidade étnica e social. Porém, uma coisa que me chamou muito atenção: a staff não discrimina e não nega o lado feio da moeda. No mesmo tempo que você enxerga um cenário urbano lindo, também enxergará algum aspecto não tão bonito: pobreza, corrupção e outras coisas tristes como criminalização infantil. 

crime
Essa imagem é realmente triste, mas não deixa de ser real.

Além disso, uma coisa essencial e extremamente importante que até nosso cinema nacional peca: diversidade. Sim, diversidade! Lembram que Hana e Michiko estão numa jornada? São várias regiões, lugares e pessoas. Como deu para perceber na imagem anterior, a staff foi tão meticulosa nesse âmbito que estudou a diversidade dos personagens coadjuvantes. Os tons de pele das pessoas são vários, eu achei isso tão interessante e legal: talvez por que é verdade? Existirão episódios que encontraremos até asiáticos no animes (o ex-patrão cozinheiro de Hana, por exemplo).

hana

Mais sobre aspectos sociais: outra coisa muito interessante nesse anime está voltada à crenças religiosas. Como assim? Michiko to Hatchin é uma obra tão embasada no Brasil que encontraremos até episódios voltados à tratamentos médicos de procedência incerta – baseados apenas no achismo “religioso”. Em algumas partes do Brasil as pessoas chamam isso de espiritismo, em outras regiões… “macumba”? E, exatamente nesse âmbito meio louco e sobrenatural, o anime mostrará pessoas ganhando dinheiro com isso. O que, de fato, não é novidade em nosso país. 

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Eu seria a pessoa mais mentirosa do mundo se dissesse que não ri muito desse episódio. 

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O cenário é outra coisa bastante instigante. Chega a ser ridículo de tão fiel que a staff foi em relação a ambientação da obra. Lógico que existirão episódios que fugirão da realidade do Brasil, como por exemplo quando falam sobre pirâmides – monumentos que não existem no nosso país. Contudo, a contextualização local inspirada nas regiões, cidades, miscigenação e culturas do nosso país é extremamente selecionada. Um grande exemplo está nos cenários e no que reside nele: lojas, placas e anúncios possuem detalhes em português.

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Sobre as personagens principais:

michiko

Elas são um desastre juntas. 

Como posso dizer: Michiko e Hana brigam demais, elas parecem que nunca irão se entender e quando pensamos que o relacionamento delas está melhorando… acontece alguma coisa e elas voltam a brigar. Quase o anime inteiro é assim. Michiko é uma mulher muito autossuficiente e durona, mas peca em maturidade. Já Hana, por outro lado,  possui uma dose extrema de bom senso (mas as vezes é bem irritante e birrenta). Elas são personagens bastante opostas uma da outra, mas valeu muito a pena acompanhar a trajetória de ambas. 

Apesar das brigas, desentendimentos e tapas: elas sempre se reconciliavam. Eu achei isso uma coisa terna, porque a relação de confiança entre elas foi sendo construída durante cada episódio do anime… para o sentimento de afeto mútuo, nítido e extremamente sincero ser expressado no último episódio.

(Não falarei e detalharei sobre os personagens coadjuvantes como Atsuko Jackson e Satoshi Batista, porque senão o post ficará imenso. Porém, comentarei rapidinho sobre eles na conclusão)


Trilha sonora: 

Só tenho uma coisa a dizer: meu Deus!

Eu juro para vocês que assisti Michiko to Hatchin sem olhar a ficha técnica do anime. Quando eu estava assistindo, eu senti um sentimento estranho de devaju… aquela sensação de “eu já senti isso em algum lugar, mas onde?”. Inicialmente comecei achar que estava louca, porque o achava muito parecido com Samurai Champloo e Cowboy Bebop. Por que diabos um anime ambientado no BRASIL iria me fazer lembrar de obras sobre samurais e cowboys no espaço? Loucura? Não. Shinichiro Watanabe estava na staff. Isso fez toda a diferença, porque esse homem é… um gênio. Quer dizer, eu ouso chamá-lo assim. Acho que quem me conhece ou acompanha o blog, ou leu a minha biografia vagabunda no “manicômio” sabe do meu fanatismo por esse diretor. Enfim, pouparei detalhes e elogios, a ficha técnica dele fala por si só.

A trilha sonora estava impecável e muito, mas muito autêntica e bem posicionada. Poucas pessoas sabem, mas essas músicas foram feitas apenas e somente para este anime pelo carioca Alexandre Kassin. Infelizmente, ainda não foram publicadas em CD.

Já imaginou música brasileira num anime? Não imagine, confira:

Meu Deus do céu, que música linda…


CONCLUSÃO

Absolutamente indicado!

Como disse anteriormente, Michiko to Hatchin não é uma obra perfeita. Existirão alguns contratempos, episódios que quebrarão o ritmo do anime e alguma cenas mal posicionadas. Mas, acreditem: vale muito a pena conhecer esta obra. Só o fato de existir um anime que representa um pouco da cultura brasileira é uma coisa instigante e isso não pode passar despercebido. 

É um anime bastante dinâmico, divertido e interessante. Aliás, se tem uma coisa que essa obra não pecou em nada foi no quesito realidade. Como vocês viram nos comentários acima, os assuntos abordados em Michiko to Hatchin são reais e não muito exemplares, apesar de mostrar o lado bonito da vida também. Todavia, o mais legal está no fato da staff não querer esconder isso ou maquiar o lado feio da sociedade. O mundo não é sempre um mar de rosas, nem sempre existirão “heróis” e isso foi um belo de um tapa na cara na nossa indústria nacional. 

Além disso, ainda existe o desenvolvimento exemplar de personagens secundários. Até mesmo vilões como Satoshi Batista e figuras justas como Atsuko Jackson são humanizados no anime. “O mundo é tão cruel que nos obriga a mostrar nossa pior cara”e é exatamente por isso que as pessoas evitam mostrar seu lado frágil. Achei fascinante Michiko to Hatchin quebrar tal paradigma não em alguns, mas em vários episódios.

OFF: essa fala não é de Michiko to Hatchin, é do Spike de Cowboy Bebop. Assisti tantas vezes que já decorei as falas.

Sobre o final COM * POUCO * SPOILER:

Não quero dar muito spoiler, mas no meu humilde ponto de vista o anime pegou um enredo clichê (aquele semelhante à Samurai Champloo da menina vagar pelo Japão à procura do Samurai dos Girassóis) e transformou o objetivo linear em algo inútil. 

Sabem por quê? Porque talvez o objetivo da obra era mostrar uma visão real do mundo e do comprometimento das pessoas. Lógico que procurar o pai da Hana não foi algo completamente inútil, mas a conclusão não coincidiu com o objetivo original, graças a Deus. Mesmo sem perceber… o que fica, o que você permite, o que você passa a valorizar são os sentimentos das pessoas que te ajudaram e que estavam ao seu lado. Elas se amavam autenticamente como mãe e filha, mas infelizmente… algumas pessoas dão valor para as pessoas erradas e acabam aceitando uma visão distorcida de amor. E bem, nós não sabemos o que se passava na cabeça da Michiko, mas Hana percebeu nos últimos episódios que essa visão de “amor” e convivência que ambas discutiam tanto era na verdade uma desculpa para não se apegarem tanto uma a outra (Hana era mais implicante quanto a isso). Elas já sentiam empatia uma pela outra, mas nenhuma dava o braço a torcer. Estranho? Clichê? Talvez, mas bonito.

Confesso que não me simpatizava com a Hana no início, mas ela me ganhou nos últimos episódios. Provavelmente esta será uma das melhores cenas que já vi em todos os trocentos animes que já assisti:

Ele tem uma arma.

1

Ela, uma pedra…

2

(…)

3

“Você é mesmo… uma mulher de verdade.”

.

*TIRO*

.

.

.

Se ela morreu, se ela não morreu, você vai ter que assistir pra descobrir.

e.e

Espero que tenham gostado da indicação! Caso assistam e gostem… por favor, indiquem! Michiko to Hatchin é anime muito bom para não ser conhecido.

> Ainda está em dúvida se deve dar uma chance para Michiko to Hatchin? Então dê uma olhada no AMV abaixo ATÉ OS 2:17 MINUTOS! NÃO VEJA NADA DEPOIS DISSO! 

(Eu sei, é tentador… mas não veja, pois contém spoilers do final.)

OFF do OFF: Desculpe se não há nenhum guia de temporada neste blog. Eu me recuso a assistir lolis poderosas para comentar o quão bom ou ruim é essa merda. Eu criei o Shiritori para indicar e comentar sobre animes/mangás bons que me marcaram e espero de coração que Michiko to Hatchin não te marque… mas que – de fato – tatue na sua testa as famosas palavras “Por quê? Por que eu não conhecia isso?”. Afinal, esse sempre foi o meu intuito.

 

Nos vemos por aí!

 

 

– See you space cowboy

16 comentários em “TEMOS UM GRANDE PROBLEMA: por que quase ninguém conhece MICHIKO TO HATCHIN?”

  1. Confesso que fiquei curiosa sobre o personagem Hiroshi o anime inteiro. O comportamento dele relaxado, irresponsável, covarde, traiçoeiro e etc. É completamente diferente da pessoa descrita por Michiko. No início pensei que fosse ilusão dela por estar apaixonada, mas aí vem o Satoshi que faz a mesma descrição que Michiko sobre o seu amigo de infância. Parecem duas pessoas diferentes. Gostaria de saber se ele de fato mudou durante os anos que a Michiko estava presa ou se ele enganou os personagens desde o início.

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  2. Olá, acabei de assistir ao anime, fui no Google buscar respostas para algumas dúvidas e vim parar aqui. Gostei muito do seu texto, demonstra que compreendeu as minúcias da obra, então por isso vou perguntar.
    1- a Michiko é mãe biológica da Hatchin? Se não é, por qual motivo ela pegou a garota e iniciou essa jornada?
    2- qual a finalidade delas ficarem o anime inteiro indo atrás do Hiroshi? Ele sabia da existência da filha? E pq ele ficava fugindo delas?
    3- o único objetivo da Michiko era entregar Hatchin para Hiroshi? Por qual motivo entregar a filha pra um pai que nem liga?
    Confesso que não entendi qual a utilidade do Hiroshina história e essa obsessão em encontrá-lo.

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    1. Olá, boa noite/bom dia.

      1) Não sei se ela é a mãe biológica da Hana. Infelizmente, isso não foi esclarecido no anime. Na minha opinião, provavelmente é.

      2) Foi uma ilusão. Michiko amava o Hiroshi, mas ele não amava ela do mesmo jeito. Não tem finalidade, uma vez que o Hiroshi é o típico pai irresponsável e imprestável. Querendo ou não, o Brasil e o resto do mundo tá cheio de gente assim.

      3) O objetivo da Michiko era encontrar o Hiroshi e formar uma família. No entanto, ela foi presa antes de concretizar isso.

      Moral da história: as duas passaram o anime inteiro correndo atrás de um homem que nunca ligou pra elas, porém foi exatamente no final que elas descobriram que a única coisa que elas precisavam era delas mesmas. Possuindo laço sanguíneo ou não, as duas já eram mãe e filha.

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  3. Cara, Michilo to Hatchin é brabo D+, deveria ao menos ter sido exibido no Brasil, com direito a dublagem!
    O que mais gostei nesse anime foram as milhares de referências, tipo o caminhão da SuperGasBras no início do 1º, episódio, o próprio Real com nome diferente, o patrão chinês da Hana, o coroa com um pastelzão… tem várias outras!
    Axhei engraçado também, em como eles sintetizaram bem o comportamento dos personagens, até as falas, inclusive a maioria é tudo boca-suja!

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  4. Michiko to Hatchin nunca poderá ser uma representação do Brasil num anime, pois não retrata a realidade considerando a nossa história, e sim por via de esteriótipos criados por estrangeiros, por exemplo, onde policiais dirigem fuscas (porque vocês sabem, somos muito atrasados!) , o único cenário nacional é do Rio De Janeiro e nordeste ,e a mulher brasileira sempre tem pele morena, lábios grossos e seios fartos.
    O que o anime fez foi pegar partes muito ruins dessa realidade e dizer que isso é tudo, assim como fazemos com outros lugares como a África, que é infelizmente conhecida por sua parte pobre, sem considerar que na realidade não é TUDO que é guerra e fome, e sim que existem pessoas que tem uma vida normal lá,um exemplo disso é a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie que quebra esses esteriótipos e preconceitos com suas obras e está cada vez mais famosa.(se você nunca ouviu falar dela desculpe, sinto pena de você)
    Se informe, abra sua mente , estude , pois “viver sem conhecer o passado é andar no escuro.”
    Um Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, boa tarde.
      Enfim, eu poderia fazer um texto enorme explicando meu ponto de vista aqui como já fiz com várias pessoas no passado. Leia novamente o post, falei sobre o anime representar um pouco da cultura brasileira. Eu nunca disse que Michiko to Hatchin representa o Brasil. O anime se inspirou no Brasil dos anos 60 e 70, por isso a existência de fuscas, orelhões e etc. Às vezes nem documentários conseguem representar uma realidade ou país, por que esperaria isso de um anime? É sem noção. Aliás, não sinta pena de mim, pois além de conhecer Chimamanda Ngozi Adichie, li seus livros. As pessoas instintivamente buscam conhecimento, por isso estudam e expandem seus horizontes, mas isso não significa que alguém precisa impor verdades absolutas sobre o mundo. Por isso, estude mais, porque o muito que você estuda é pouco.

      Apesar do conhecimento que adquiri na vida, não sou detentora da verdade, porque estou sempre tentando evoluir e, consequentemente, descobrir coisas novas. Isso faz com que as pessoas de algum modo me escutem como iguais, não como alguma pessoa que impõe verdades. Por isso, conselho de amiga: tente mudar sua abordagem para parar de sentir pena das pessoas, só assim você começará evoluir como ser humano.

      É isso, abraços!

      Curtido por 1 pessoa

      1. Fazia tempo que não testemunhava uma crítica tão sem pé, sem cabeça como essa feita por essa tal de “UMAALMA”. Ela começa o texto “Michiko to Hatchin nunca poderá ser uma representação do Brasil” – Como não? Se uma representação é na realidade mostrar novamente a coisa, mas não a coisa em si mesma, senão seria uma apresentação do próprio Brasil, a coisa em si. Michiko to Hatchin é uma representação fidedigna em partes, sim, em partes não, afinal nenhuma representação de algo consegue apresentar toda a complexidade e integralidade do que representa! Quanto a estereótipos toda a obra têm alguns, eles existem como guias para melhor orientar a audiência , mas mesmo sendo estereótipos eles funcionam, porque são ancorados no real! E não apenas nesse anime, ou vocês acham que quando assistem um anime sobre o Japão, vocês estão conhecendo o verdadeiro Japão? De jeito nenhum, independente do gênero, ou se ele é crítico, ou não da sociedade nipônica, ele é só uma representação desse país. E pra piorar a crítica ” onde policiais dirigem fuscas (porque vocês sabem, somos muito atrasados!) , o único cenário nacional é do Rio De Janeiro e nordeste ,e a mulher brasileira sempre tem pele morena, lábios grossos e seios fartos.” – Um dos maiores elogios q esse anime recebe é justamente pela diversidade racial e étnica, por exemplo mulheres não negras nesse anime: A própria Hatchin, sua madrasta, irmã adotiva, Anastácia cabeleireira, A amante ruiva de Hiroshi, A vanessa descendente de asiáticos do extremo oriente, a mulher do Manabe que pelo visual parece árabe. Quanto a Michiko, ela é o ideal da mulher Brasileira que se consolidou na memória do imaginário mundial, é uma negra mestiça, com traços finos, tanto europeus, indígenas quanto asiáticos. Alguns apontam que ela foi inspirada em Aaliyah, embora ela também lembre as musas brasileiras Adele Fátima, Juliana Paes, Taís Araújo. Como Brasileiro, e do Rio Grande do Sul, te digo que apesar de todos os estereótipos, as áreas periféricas apresentadas no anime se parecem muito com a das regiões metropolitanas daqui. Apesar da maior parte do anime retratar o norte, nordeste e o Rio-São Paulo. O que quero dizer, seja para o bem, ou para o mal, as nossas periferias são bem parecidas. Ou seja, não é só nos “morros do rio” que a criminalidade e o descaso estatal rolam soltos, aqui também. É por essas e outras que achei a crítica sem pé, sem cabeça, ele não retrata o Brasil, mas uma parte dele! E essa parte existe, gostemos ou não!!

        Curtido por 1 pessoa

  5. Desculpe, mas a busca não foi algo inútil ela não só se tornou uma pessoa melhor assim como Hatchin como se libertou da idealização que tinha sobre Hiroshi. Além, de ter encontrado em Hatchin uma família e acertado as pontas com Atsuko visto que graças ela, Hatchin pode partir com Hiroshi. E assim escapar da possibilidade de ser mandada de volta para família Yamada! Se quer trocar mais figurinhas cmg sobre esse anime, podemos falar por E-mail.
    brunoelribeiro@gmail.com

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    1. Oi, Bruno!

      Eu estava criticando o fato do OBJETIVO ter sido inútil, mas não da busca por ele. Tanto que o enredo inteiro se foca nas jornadas que ambas fazem pelo “Brasil” à procura do pai de Hana (Hiroshi), mas para mim a grande jogada foi justamente isso: o que elas tantooo procuravam não era aquilo que elas precisavam de fato, o amor que elas desenvolveram uma pela outra superou esse esteriótipo de “família”. O final, por exemplo, foi uma mensagem disso… a pessoa que ela foi atrás, que ela largou a cidade que morava pra ver, não foi o Hiroshi, foi a Michiko. Isso pra mim foi muito além de uma prova de amor. Enfim, eu jamais critiquei a busca pelo Hiroshi (mas sim o próprio Hiroshi), porque assim como vc falou: elas se tornaram pessoas melhores durante a jornada.

      OBS: muuuito obrigada por comentar aqui, eu tenho um carinho especial por esse post XD

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